But Milk is Important é um curta de animação de aquecer o coração

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No post de hoje, trago uma indicação que pode alegrar os corações daqueles que gostam de animação, em especial, curtas. But Milk Is Important (Mas Leite é Importante) é um curta de animação stop motion de  Eirik Grønmo Bjørnsen e Anna Mantzaris.

O curta é extremamente visual e trabalhado nos detalhes, apesar de ter algumas pouquíssimas falas, é basicamente uma narrativa silenciosa, inquieta, levemente humorada e simpática que acompanha um protagonista com ansiedade social. Continuar lendo

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O quebra-cabeça de A longa viagem a um pequeno planeta hostil e a beleza de sua lição final

a longa viagem a um pequeno planeta hostilSemana passada eu falei de Vejo você no espaço, um livro infantil sobre esperança e força e como o espaço sideral entra no meio disso tudo. Mantendo a temática, hoje eu falo sobre A Longa Viagem a Um Pequeno Planeta Hostil, uma space opera pra quem gosta de séries como Parks and Recreation e Brooklyn Nine Nine e ficção científica! Achou a combinação meio louca? Então espera pra saber mais sobre o livro!

A Longa Viagem acompanha a tripulação do Wayfarer, uma nave que abre buracos no espaço sideral para diminuir a distância entre dois pontos em específico, e essa é a premissa do livro. A princípio, pode parecer meio bobo, mas a beleza desse livro está justamente na construção dos personagens e na relação entre eles – o que torna tudo ainda melhor. Continuar lendo

Adaptar é Sobreviver: a reinterpretação de livros em mídias diferentes

Semana passada lançou na Netflix um dos filmes mais aguardados do ano para mim — Annihilation. Se você acompanhou o blog, eu falei um pouco sobre o livro ano passado, e como eu adorei a maneira que o autor desenvolveu a história. Não sabia como iria ficar o conteúdo final do filme, ou como o diretor ia explorar os temas da mesma maneira evocativa que fez o livro.

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#pracegover: imagem do filme Aniquilação, com as cinco protagonistas de costas prestes a entrar em uma barreira que parece uma bolha de sabão.

O resultado foi que o filme, em trama, não tem nada a ver com o livro. Apesar de começar com a mesma premissa (uma bióloga que se voluntaria para uma missão perigosa na área X), o filme vai em uma direção completamente diferente. E no entanto, ao terminar de ver o filme, senti que ainda assim Alex Garland conseguiu passar a mesma mensagem que o livro trouxe, e explorar o mesmo tema de maneiras completamente diferentes.

E então me fiz a pergunta: o que exatamente faz uma boa adaptação?

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Aprendendo a ser forte com crianças e foguetes: A beleza e inocência de Vejo você no espaço

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De vez em quando, gosto de pegar livros infantis pra ler e passar o tempo. É divertido poder voltar, pelo menos por um tempinho, lá pros dez, onze, doze anos e ver como as crianças dessa idade lidam com o mundo e com os seus mistérios. Eu sempre me surpreendo com o quanto a gente pode aprender com esses personagens e com Vejo você no espaço, do Jack Cheng (publicado aqui no Brasil pela Intrínseca), não foi diferente.

Peguei esse livro pra ler porque a capa era bonita e porque, de uns tempos pra cá, ando me interessando por ficção científica e astronomia e essas coisas todas (O último livro que eu li nessa linha foi justamente A longa viagem a um pequeno planeta hostil, da Becky Chambers, publicado aqui no Brasil pela Darkside – e até agora não consegui superar). E também porque parecia um livro infantil divertido com um protagonista não branco, descendente de filipinos.

Qual foi minha surpresa quando abri a primeira página e me deparei com um texto inteiro escrito em forma de gravação. Vejo você no espaço nada mais é do que a junção de todas as gravações que Alex Petroski, um garoto de 11 anos, faz em seu iPod de Ouro contando suas aventuras em um acampamento para fãs de astronomia e as consequências dessa viagem. Continuar lendo

A HQ Alho Poró, da Bianca Pinheiro

No post de hoje, eu venho falar sobre uma HQ de uma quadrinista que eu já falei aqui. Alho Poró da Bianca Pinheiro é seu quadrinho mais recente e foi publicado de forma independente por financiamento coletivo no Catarse. Caso você não conheça, a Mamá já falou sobre o Catarse aqui nesse post. Muitos quadrinhos independentes são publicados por financiamento no Catarse, então fica de olho nos nossos posts sobre quadrinhos brasileiros que muitos vieram de lá também.

Como eu já disse, essa não é a primeira vez que falo de algo produzido pela Bianca. No ano de estreia do blog e do nosso especial, o Pavê Trevoso, eu fiz uma resenha de Dora.

Quando eu li Dora, li sem expectativa nenhuma e me deixei levar pela tensão, suspense e a dúvida. Aproveitei a história conforme a narrativa ia se desenrolando e se desenvolvendo. Me prendeu de início ao fim e terminei a leitura completamente admirada pela inteligência de quadrinista da Bianca e pelo trabalho de uma qualidade excelente.

Dito isso, já sabia que seria mais dura lendo Alho Poró, esperando o tipo de jogo entre narrativa x visual que juntos formam uma combinação em que você não consegue parar de ler, totalmente envolvido na leitura. E felizmente, posso afirmar que isso não deixou de acontecer. Alho Poró me prendeu de início ao fim e ouso dizer que me deixou mais intrigada e curiosa para saber o que ia acontecer ainda mais do que em Dora.

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Parks & Recreation: um sitcom amorzinho

screen-shot-2015-09-01-at-2-59-57-pmEssa semana oficialmente resolvi me dar férias e não trabalhar em absolutamente nada (a não ser esse post do pavê). Já faz alguns anos da última vez que consegui fazer isso (risos), então eu mal lembrava a sensação de não estar trabalhando em alguma coisa. E para relaxar, eu precisava ver uma série que me fizesse sentir bem.

Comecei Parks & Recreation, e não estou arrependida de forma alguma.

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