Weightlifting Fairy Kim Bok Joo: uma história de autoconhecimento e amizade

Hoje é terça-feira de Carnaval e você tá em casa sem saber o que fazer pra terminar o feriado com chave de ouro? Então o Pavê de hoje vai te apresentar a um dorama de comédia romântica para aquecer o seu coração de tanta fofura! Nós já falamos antes sobre doramas (dá uma olhada no post sobre Descendants of the Sun); se você não está lembrado, vamos recapitular: doramas são séries (geralmente com uma única temporada) produzidas na Ásia, tem dorama chinês, tailandês, japonês… Mas os mais populares são os sul-coreanos. E é sobre um deles que vamos falar hoje. Vem conhecer Weightlifting Fairy Kim Bok Joo!

Esse dorama de nome comprido tem 16 episódios e fala sobre Kim Bok Joo (Lee Sung Kyung), uma garota halterofilista que leva a vida super de boa. O pai dela é dono de um restaurante de frango frito, onde ela trabalha, ela faz parte do time de levantamento de peso da faculdade e tem um grupo de amigas – elas não são populares, mas não ligam pra isso. Porém a rotina tranquila de Bok Joo começa a mudar quando ela esbarra em Jung Joon Hyung (Nam Joo Hyuk), do time de natação.

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O Senhor do Vento: Como inovar o folclore brasileiro

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O feriado do carnaval está quase terminando e, a essa altura, ou você já cansou de tanto pular e dançar ou já terminou aquele livro que começou a ler já na sexta-feira depois da aula ou do trabalho. Seja qual for a sua situação, uma coisa é certa – é hora de descansar e, quem sabe, ler algo novo. Mas, às vezes, a gente não quer se prender com algo muito comprido ou quer só passar o tempo sem compromissos. É aí que entram os contos.

Tem muita gente que não está acostumada a ler contos, mas a verdade é que essa pode ser uma ótima ideia. Você pode conhecer um autor novo sem se comprometer com muitas páginas e se arrepender na metade do caminho ou pode só passar o tempo lendo algo interessante de quem você já conhece! De qualquer forma, ler contos é uma experiência divertida e descompromissada, e o próprio ato de ler não é, em parte, exatamente isso?

Assim, separei uma das minhas últimas leituras para comentar no post de hoje – O Senhor do Vento, de Gabriel Réquiem, publicado pela Editora Draco sob o selo Contos do Dragão. Antes de falar sobre o conto em si, vamos falar do selo. Contos do Dragão é uma seleção de histórias publicadas em ebook, que você pode encontrar na página deles em diversos formatos. A maioria dos contos está disponível na Amazon, para ser lido no Kindle, mas alguns deles também podem ser obtidos para o Kobo da Cultura ou para o Lev da Saraiva. Alguns deles podem até ser encontrados no Google Play e alguns outros foram publicados exclusivamente no formato digital e são um pouco mais difíceis de achar individuais.

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#desafiopavê: As Águas-Vivas Não Sabem de Si

Como já dito antes em outro post, esse ano lançamos o #DesafioPavê. Baseado em nossas escolhas de leitura para cada mês, resenhamos e discutimos as obras selecionadas, e vamos comentar aqui no Pavê também. O post de hoje é sobre o livro de ficção científica As Águas-Vivas Não Sabem de Si, da Aline Valek.

Quero começar dizendo que o livro foi uma surpresa para mim. E uma surpresa muito agradável mesmo. A escrita da Aline é surpreendente e me trouxe a mesma sensação de estar perto do oceano, como se estivesse reproduzindo o próprio movimento das ondas – o infinito leva e traz, a calma e ao mesmo tempo, o poder do mar.

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Pavê de Vó: Jurassic Park

Jurassic Park é um dos filmes mais icônicos já feitos na história do cinema. Você pode não ter assistido, mas alguma parte de você sempre vai lembrar da clássica cena do tiranossauro rex perseguindo o jipe no meio da floresta.

É estranho pensar que a maioria das pessoas na verdade não chegou a ver a trilogia de filmes lançada por Spielberg em 1993. Para mim acaba sendo um filme nostálgico que marcou muito a minha infância. Talvez esteja na hora de dar uma chance para eles também.

Então aqui vão dez bons motivos para você assistir Jurassic Park.

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Oscar 2017: Apostas e comentários

Essa é talvez uma das melhores temporadas de premiações em anos, com excelentes títulos a nível técnico e artístico, além de temáticas importantes serem abordadas. Filmes que questionam o que é a humanidade, como funciona a religiosidade e qual a capacidade humana de lidar com traumas figuram entre os indicados, além de longas sobre tensões raciais, violência policial, sistema capitalista americano e discriminação. Ao lado disso, vemos também uma excelente qualidade de produção, em filmes com incríveis cinematografias e edições louváveis. Deixando as categorias principais para o final, farei breves comentários sobre cada categoria da premiação cinematográfica de maior destaque, com minhas apostas para cada categoria.

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O Rapaz e o Monstro é uma história sobre família e humanidade

Eu já falei sobre duas animações do Mamoru Hosoda nesse post e prometi que em breve falaríamos também sobre os outros filmes do diretor e, como prometido, hoje vamos falar sobre O Rapaz e o Monstro (The Boy and the Monster), o longa mais recente do diretor, que estreou no Japão em 2015, e conta a história de Kyuta, um menino órfão que vai parar em um mundo paralelo habitado por monstros, e acaba virando o pupilo de Kumatetso, um dos mestres em artes marciais que é renegado pelos outros monstros. Juntos, eles aprendem que as diferenças são boas e que nem todas as famílias são tradicionais.

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Yowiya, de Hiro Kawahara

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Descrição da imagem: Foto da capa de Yowiya, em que o personagem-título aparece ao fundo. À sua frente, está Manon, um fantasma azulado de uma modelo francesa assassinada. Seu “corpo” é desproporcionalmente esguio e tem caracteres chineses arcaicos tatuados. Aos pés de Manon está Kipky, uma garota de cabelo curto, vista de perfil e colorida em tons de amarelo. Ao lado do livro, está um marcador de páginas que mostra os olhos de Yowiya, a cabeça de Manon e a de Kipky, uma acima da outra, contra um fundo cor de rosa.

Eu tinha grandes expectativas para Yowiya, segundo quadrinho do ilustrador Hiro Kawahara publicado pela editora Gironda. Ouvi falar desse trabalho pela primeira vez quando ainda era um projeto no Catarse, e achei a sinopse tão interessante que guardei o nome do projeto e do autor para comprar quando estivesse publicado (àquela altura, o projeto já tinha atingido a meta pretendida). Acabei comprando meu exemplar na CCXP (Comic Con Experience), com direito a um autógrafo super fofo do Hiro e já de olho nas artes que ele também estava vendendo por lá (infelizmente, tive que deixar para outra oportunidade, porque queria guardar dinheiro para comprar outros quadrinhos). E no post de hoje, conto se Yowiya atingiu ou não minhas expectativas. Continuar lendo

Por trás da música em La La Land

Em um primeiro momento, somos introduzidos ao plano-sequência de pessoas abandonando seus carros para dançarem e cantarem na ensolarada Los Angeles no verão. E é com a introdução desta estação e o clima ameno que começamos a embarcar na história do filme. La La Land conta a história de Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz que trabalha em um café dentro das locações do estúdio da Warner Bros, e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz que encontra sua paixão de forma um tanto tradicionalista.

Nos primeiros minutos de filme, podemos perceber a idealização das personagens, buscando seus sonhos com certa arrogância ao se precipitarem ou contarem vantagem enquanto tentam alcançar exatamente o que desejam. Mia e Sebastian acabam se conhecendo e iniciam um conflituoso relacionamento a princípio que vai se dissipando e transformando-se em canções conforme o filme avança. A construção da relação das personagens é marcada com as estações do ano, cada uma correspondendo a um momento de suas vidas e a forma que se encontravam em relação ao outro. Enquanto Mia é recusada diversas vezes e busca sempre ir atrás de sua grande oportunidade como atriz, Sebastian sonha em ter seu próprio bar de jazz para tocar sua música de acordo como deveria ser.

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Vitória não é uma história qualquer

E falo sério. Não porque a história é uma ficção: não é. Não porque compõe um clichê: tudo menos isso! E sim porque essa história acontece, mas não com os papéis que você tá acostumado a ver na novela, livros ou até no seu dia a dia depois de ouvir aquela fofoquinha de bar.

Vitória, obra de de Giovanni Arceno, conta sobre Vitória e Danilo. Dois jovens adultos que depois de uma transa por pura diversão, descobrem que vão ser pais. Sem amor nenhum entre eles, não sabem o que será dessa criança, como funcionará as suas rotinas envolvendo trabalho e mesclando com um pouco de sonho do que eles querem realizar ainda futuramente em suas vidas. Eis então que ela decide que irá praticar aborto, mesmo que ilegalmente, e busca ajuda de Danilo, que não é um jovem pra lá de decidido, o contrário dela, que quando coloca uma ideia na cabeça, não há quem pudesse fazê-la mudar de ideia.

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A franquia Ghostbusters e seus altos e baixos

Não é novidade para ninguém que Hollywood adora remakes. Seja de filmes estrangeiros bem recebidos pelo público (Olá, Train to Busan) ou de sucessos dos anos 80 e 90, estamos sempre sendo bombardeados por anúncios de novos filmes e seriados que, muitas vezes, causam tanto ou mais falatório que seu original.

No começo do ano passado, o primeiro trailer do remake de Ghostbusters foi lançado no YouTube e, bem, você já sabe o que aconteceu. A internet fez o que faz de pior, destilando machismo e racismo até a exaustão – e ainda continuou depois disso. O vídeo foi parar na lista de Most Disliked Videos do site, recebendo mais de um milhão de reações negativas. Atualmente, o trailer ocupa a 11° posição nessa lista, depois de videoclips de Justin Bieber, Rebecca Black, Miley Cyrus e Nicki Minaj. Isso tudo antes mesmo do filme ser lançado nos cinemas.

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Há muito a ser dito sobre a recepção do reboot. Ghostbusters, até então, era uma franquia relativamente esquecida, se pensarmos no impacto que outras (como Star Wars e Indiana Jones) tiveram na cultura pop atual. A continuação do primeiro filme, lançada quatro anos depois do original, foi bem criticada na época – e, até hoje, muita gente defende o esquecimento do mesmo. Por que, então, uma onda de ódio tão grande levantou-se frente a um reboot até então inofensivo, uma vez que ninguém havia assistido a obra e poderia dizer se a mesma “estragaria” ou não o original?  A resposta, a gente já sabe.

Ainda ano passado, em resposta a esse ódio todo, resolvi assistir os filmes originais. Até então, eu não havia ligado muito para a franquia e, verdade seja dita, eu era medrosa demais quando criança pra me misturar com fantasmas e demônios dos anos 80. Mas como planejava assistir ao reboot no cinema e não queria correr o risco de perder nenhuma referência,  me armei de pipoca, laptop e twitter – e comecei a experiência. Continuar lendo