Pavê de Vó: Kiriku, sua curiosidade, seus encantos e seus ensinamentos

Kiriku e a Feiticeira (Kirikou et la sorcière) marca o início de uma saga de reflexões e questionamentos, vivenciada através da perspectiva do absurdamente poderoso e cativante Kiriku. A animação francesa de 1998 é baseada em uma lenda africana que o diretor, Michel Ocelot, conheceu durante a infância na Guiné, na África Ocidental. Após o primeiro filme, o mesmo diretor continuou a contar as incríveis histórias em Kiriku 2 – Os Animais Selvagens (2005) e em Kiriku, os Homens e as Mulheres (2012).

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[Descrição da imagem: Kiriku coloca algo na boca da sua mãe, que está desfalecida.]

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O espaço do cabelo natural da mulher negra na ficção

Representatividade. Pra vocês que já conhecem o Pavê há algum tempo já deve ter dado pra notar o quanto essa palavrinha aí é importante pra gente. É só apresentar algum filme, série, livro ou qualquer outra forma de ficção em que a representatividade está presente que a gente fica tudo alegrinho. Somos fáceis assim (ok, nem tanto). E é justamente sobre a representatividade de personagens cacheadas e crespas que eu vim falar aqui hoje. Tá pronto? Então vamos lá!

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[Descrição da imagem: 4 fotos de 4 atrizes negras com seus cabelos naturais. A primeira (Gugu Mbatha-Raw) olha para além da câmera com uma cara surpresa, tirada de um episódio de Black Mirror. A segunda (Jessica Sula) olha para além da câmera sorridente, tirada de um episódio de Recovery Road. A terceira (Sherri Saum) olha para o lado com um leve sorriso e olhar de preocupação, tirada de um episódio de The Fosters. A quarta (Kylie Bunburry) olha para o lado sorrindo, tirada de um episódio de Pitch.]

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5 documentários sobre mulheres que você precisa assistir

Durante todo o mês de março, nós aqui do Pavê estamos participando da campanha #MulheresParaLer, um projeto maravilhoso que propõe, ao longo desse período, a leitura de obras escritas somente por autoras. A campanha, por ora, se restringe à literatura. Porém não significa que ela não possa ser adaptada para outras expressões da arte, certo?

É sempre um ótimo momento para enaltecer as mulheres incríveis do mundo do entretenimento, responsáveis por tantas artes que nos inspiraram e encantaram ao longo da nossa existência, seja um filme, uma série, um livro… E não encerramos por aqui. Estamos falando não apenas das mulheres do mundo do entretenimento, mas também daquelas que fizeram história de algum modo.

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[Descrição da imagem: Foto promocional do documentário “What Happened, Miss Simone?”, com uma imagem da cantora e os dizeres “the first major motion picture documentary about music legend Nina Simone” em amarelo.]

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Sofia Khan Is Not Obliged, um romance que vai te ajudar a quebrar preconceitos

Quem acompanha o Pavê nas redes sociais deve ter visto que todo mundo aqui pirou com o cupom para ebooks em inglês da Amazon. Eu, sozinha, peguei 15 ebooks – um deles estava na minha lista de desejados fazia um tempinho e é o livro-tema do post de hoje: Sofia Khan Is Not Obliged, da Ayisha Malik.

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[Descrição da imagem: foto do e-reader Kindle exibindo a capa do livro “Sofia Khan Is Not Obliged”, da autora Ayisha Malik.]

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Boy (2010): Pais, filhos e expectativas

Algumas semanas atrás, escrevi um post sobre A Incrível Aventura de Rick Baker, de Taika Waititi, um dos meus diretores favoritos. Como eu ainda não tinha assistido todos os filmes dirigidos por ele, decidi assistir mais um – e acabei escolhendo Boy, de 2010, sem saber muito sobre a história a não ser que ela focava no garoto que dá nome ao título e o relacionamento com seu pai.

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Logo nos primeiros minutos percebi que eu estava assistindo o que seria um dos meus filmes favoritos do ano. Assim como os outros filmes de Taika Waititi, Boy se passa na Nova Zelândia, mas dessa vez a época é outra – estamos em 1984, na costa leste do país, em Waihau Bay. É lá que encontramos Alamein – ou Boy (James Rolleston), como ele é chamado, um garoto de 11 anos que mora com sua avó, seu irmão mais novo, seus primos e uma cabra. A vida na fazenda é tranquila, consistindo em ajudar a avó e a prima mais velha a cuidar da casa e das crianças mais novas, ir à escola, passear com os amigos e, acima de tudo, contar histórias sobre seu pai, seu herói.

É claro que essa rotina toda muda quando, certa noite, Alamein – o pai, não o filho – aparece em um carro maneiro com dois amigos que Boy nunca ouviu falar. A avó de Boy acabou de sair em uma viagem de duas semanas, deixando o menino responsável pelas crianças mais novas, e não há nenhum adulto na casa. Aproveitando-se da alegria imensurável do filho mais velho, Alamein (Taika Waititi) volta a morar na casa de sua mãe com as crianças, mantendo sua pose descolada e evitando contar o verdadeiro motivo de sua volta. Continuar lendo

A Rebelde do Deserto: Magia e Faroeste nas Areias

No post de hoje vim falar um pouco sobre um livro que me fascinou muito quando o li no ano passado, e com o lançamento do segundo livro já lançado aqui no Brasil, achei que já estava na hora. A Rebelde do Deserto foi um young-adult que me fisgou com o coração, logo de cara, com sua premissa.

É uma fantasia, sim, mas ao invés de ser simplesmente mágica, contamos com um elemento novo. Alwyn Hamilton, a autora, misturou a inspiração dos contos de fada do Oriente Médio com nada menos do que o Velho Oeste dos Estados Unidos.

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#pracegover: Livro “A Rebelde do Deserto” num fundo branco. Lê-se o título, o autor, e a tagline: “Mais pólvora do que garota”.

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