É sentir demais para falar de Linguagem das Flores

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Para cego ver: um amontoado de três livros e o primeiro, aparece a capa de A Linguagem das Flores, com duas mãos segurando uma flor rosa pelo caule juntamente com um vestido verde preenchendo toda a capa. Em cima do livro aparece em parte a Torre Eiffel.

O livro Linguagem das Flores, escrito por Vanessa Diffenbaugh, me marcou bastante me fazendo vir aqui e vir contar sobre esta obra.

A obra é narrada por Victória, uma garota que cresceu num orfanato e por ser sempre muito arredia e difícil de lidar, não conseguiu se manter com nenhuma família que tentou adotá-la — e foram várias –, até ser considerada inapta para adoção.

Ainda criança, aprendeu a amar as flores de uma forma incondicional, tanto que entendeu que cada uma possuía um significado (no final do livro, existe até o dicionário da Vic; você pode ir acompanhando junto com ela cada significado que ela dá à todas flores). Toda essa sabedoria foi atribuída a uma das mães adotivas que Victória teve, até por tudo a perder.

Ela, finalmente com seus 18 anos e emancipada, sem saber para onde seguir, começou a morar numa praça pública de um bairro pequeno e cultivava ali seu jardim particular. Com os dias passando, seu talento com flores foi notado por uma florista de uma floricultura perto da praça pública onde a personagem passava os dias, sendo assim, contratada a trabalhar no local. Quando a sua vida parecia entrar nos eixos, Victória conhece um misterioso vendedor no mercado das flores, sendo obrigada a correr atrás e saber lidar com os seus segredos que lhe renderam grandes cicatrizes na vida.

Esta obra de Vanessa Diffenbaugh mostra sucintamente a realidade de uma criança em adoção. Sempre que vejo algo relacionado ao tema, sempre lembro de Victória, que cresceu sem boas referências mas que soube encarar tudo com muita bravura, mesmo que eu quisesse muitas vezes querer ter uma conversa bem rígida com ela, pois pelo seu temperamento difícil, as vezes dá vontade de criar uma raiva dela. Dito isso, já aviso que a narrativa é puramente em primeira pessoa, pelos olhos de Victória, tornando assim todos nós mais chegados até nos seus pensamentos mais profundos, por isso já peço: não desista dela! É uma história que vale a pena!

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Para cego ver: um amontoado de livros, dois com as folhas aparentes e em cima deles o livro com a lombada do livro A Linguagem das Flores aparecendo, todos em cima de um criado-mudo. Em cima do livro está uma parte aparente da Torre Eiffel.

Preciso contar aqui também que esse livro me trouxe uma grande experiência como leitora assídua. Nós, que geralmente pegamos o livros, sacamos como é a narração e vamos pelo embalo, se muitas vezes vamos por esse caminho, as chances de gostar ou não gostar de uma história se torna mais determinante conforme ela vai passando. Mas com esse livro de Vanessa, eu aprendi que narrativa não é tudo quando você está lendo uma história delicada com uma interpretação totalmente tradicional e com os seus pensamentos e temperamentos próprios. Consegui me apaixonar pela Victória porque ela me fez sair de mim mesma e tentar ler a história de uma perspectiva diferente.

Não li como alguém lê livro, como lê um jornal ou como uma amiga dela. Eu li como uma carta (mesmo não sendo uma), li como se fosse uma personagem da história dela. Então aqui vai a minha dica quando você pegar essa obra em mãos: leia a história de uma perspectiva mais chegada à personagem. Não é uma história simplista. É chocante, mexe com a gente, mexe com o coração depois de terminarmos o livro. Ele é daqueles que a gente quer logo achar um amigo para falar sobre. Recomendo muito a leitura, mas aviso que precisamos ter temperamento forte para persistir nela, e como já dito, você não irá se arrepender se chegar até o final.

Espero que você realmente goste da história, ou se você já leu, deixe nos comentários o que achou, porque até hoje tudo o que acho continua aqui dentro guardado. Vou adorar ler e trocar ideias sobre a menina Vic.

Até a próxima!


PS: Eu li como se fosse a filha dela, me deixou mais encantada ainda. Isso só contribuiu para que eu lesse mais e mais obras da Vanessa Diffenbaugh.

Luiza  meus textos | twitter | skoob | blog pessoal

Amo literatura, filmes de época, escrevo por hobbie e pesquiso porque sou mesmo curiosa. Vivo com a cabeça na lua e sou extremamente sonhadora. Amo ouvir histórias. E meu sonho é contá-las.
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