Pavê de Vó: a Importância do filme da Mulher Maravilha

Eu sempre gostei de super heróis. Não consigo lembrar de uma fase da minha vida que eu não sabia quem era o Batman, ou que seu maior inimigo era o Coringa, ou que o Superman havia voltado no tempo para salvar Lois Lane de um trágico acidente. Acho que como as princesas disney, fez tão parte da minha infância que não consigo distinguir uma época que não estavam presentes.

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#pracegover: poster da Mulher Maravilha segurando o Laço da Verdade.

Meus pais não eram de comprar quadrinhos (fora os da Turma da Mônica), então meu contato era mais com a TV, desenhos, filmes e seriados. Era fácil conhecer os clássicos porque eles estavam sempre na minha tv — X-Men, os meus favoritos, o Homem-Aranha, o Batman, o Super-Homem. Mas nenhum deles eu poderia dizer que era meu favorito facilmente.

Até que chegou o desenho da Liga da Justiça e me foi apresentada a Mulher Maravilha.

É claro que eu já sabia quem ela era.  O uniforme icônico e algumas coisas que se viam nas bancas ou em posters, mas não mais do que isso. Era a “Mulher Maravilha”, como se fosse um conceito distante e inalcançável, alguém com quem eu não era familiar. Conhecia a super-heroína de nome, mas não conhecia Diana Prince de coração.

Não demorou muito para eu ficar completamente obcecada, para ser bem honesta. Não só porque ela era uma das poucas super heróis que são mulheres (acredite em mim, quando você é uma menina você fica DESESPERADA pra ver qualquer outra menina no seu desenho favorito), mas porque ela também claramente podia dar uma surra tanto no Batman quanto no Superman. O quão legal era isso?

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#pracegover: Imagem da Mulher Maravilha pegando a espada, segurando um escudo em seu braço esquerdo.

Foi aí que começou meu amor por Diana. Ela era a super-heroína que eu queria ser. Estava sempre pronta para a briga, e ainda era inteligente e bondosa. Acho que é isso que eu mais gosto nela hoje em dia — essa capacidade que a Diana tem para a bondade, de sempre tentar ver o melhor possível no ser humano. Você pode não acreditar em você mesmo, mas a Mulher Maravilha acredita.

É uma coisa nostálgica para mim ir ver o filme quando estrear. Passei a infância toda acompanhando a heroína onde eu conseguia — nos desenhos da Liga, naquele filme animado, em alguns quadrinhos que eu conseguia pegar e em absolutamente qualquer lugar que pudessem colocá-la. Era uma questão de honra estar com ela onde quer que fosse.

Para mim, Diana sempre foi aquela inspiração de infância quando perguntam dos nossos super-heróis favoritos ou alguém que admiramos muito. Fui crescendo mas nunca a deixei para trás – até porque nem queria. Comprava cadernos estampados com as estrelas, assistia a features especiais e até comecei a acompanhar os quadrinhos de verdade.

Quando finalmente anunciaram o filme da Mulher Maravilha uns anos atrás, eu quase não acreditei. Confesso que chorei um pouquinho ao pensar na possibilidade de vê-la nas telonas, finalmente, como ela merecia. E não só isso — mas que minhas sobrinhas e todas as meninas mais novas iam poder ter essa oportunidade que eu não tive. Elas vão crescer com o filme, ver tudo pela primeira vez. Não vão precisar ficar esperando anos por um filme da sua heroína. O que eu não teria pago pra ter um filme da Mulher Maravilha para reassistir quantas vezes puder na minha infância.

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#pracegover: Diana com sua manopla brilhando, defendendo-se.

Acho que de certa forma, é isso que a Diana representa para mim. Não só grande parte da minha infância, a primeira super heroína de impacto, mas essa questão toda de me sentir representada também nas telas. Já vi todos os filmes do Batman, incontáveis Super-Homens e Homens-Aranha, mas ainda estava para chegar o dia que eu ia olhar para a tela do cinema e finalmente ver a Mulher Maravilha no espaço que já deveria ter sido dela muito tempo atrás. Naquela tela gigantesca, no uniforme, como todos os heróis que eu já gostava.

Apesar do filme ser novo, vai ser uma nostalgia para mim. Vai ser voltar um pouco a infância nas manhãs de desenho animado, esperando ela aparecer. Vai ser usar uma blusinha da Mulher Maravilha (e obrigar minha irmã a usar uma também combinando). Vai ser olhar para a tela e chorar um pouquinho, lembrando quando tempo esperei por isso.

Vai ser aquela coisa de olhar para o lado e ver todas as outras mulheres e meninas que também há anos esperam pela sua vez, e saber que estamos juntas.

Laura
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Escritora com um sonho distante de ter um diploma de faculdade. Fã de Hamilton e Star Wars. Lê muito e dorme pouco. Loka de muitas coisas.

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