Burning Girls: uma novela sobre folclore, história e sororidade

A primeira coisa que me chamou atenção sobre Burning Girls foi a sua capa. Eu estava olhando a loja Kindle da Amazon brasileira e fiquei encantada com a ilustração. Uma mulher em chamas no céu. Fui procurar mais sobre a obra e além de ser cativada por uma das sinopses mais intrigantes que já li, também descobri que a novela foi finalista do Prêmio Nebula e venceu o Prêmio Shirley Jackson. Além disso, a linda ilustração que primeiro me atraiu foi feita por Anna e Elena Albusso, responsáveis pela maravilhosa capa da nova edição d’O Conto da Aia.

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[Descrição da imagem: no centro podemos ver um Kindle mostrando uma capa em que se é possível ver uma mulher pegando fogo, que parece andar no céu, ao fundo vemos prédios altos e uma fábrica soltando uma fumaça escura. Escrito sobre a imagem está o título da obra “Burning Girls” e o nome de sua autora, Veronica Schanoes.]

Com tantos pontos a favor eu me senti na obrigação de devorar essa novela escrita por Veronica Shanoes, e garanto que se você der uma chance à obra também não vai conseguir parar até chegar na sua última página.

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Precisamos falar sobre o elenco (problemático) de Supergirl e representação LGBT

Se você é aficionado por cultura pop, sabe que neste fim de semana rolou a Comic Con de San Diego, que é a maior do mundo e parada obrigatória para os elencos das produções mais comentadas do momento.

Chegando agora à sua terceira temporada, o elenco de Supergirl já é presença confirmada no evento e o que nós, fãs da série, esperávamos eram detalhes sobre a nova temporada, interações com outros atores e momentos fofos entre o elenco. Mas ao invés disso, o que recebemos do elenco de Supergirl foi homofobia.

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[Descrição da imagem: Numa cena da série Supergirl, Kara Danvers (Melissa Benoist) e Lena Luthor (Katie McGrath) se olham.]

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Power Rangers (2017): Representativo? Pera lá! Um rant sobre protagonismo branco e representatividade no mundo dos heróis

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[Descrição de Imagem: Os cinco rangers de perfil e lado a lado, do busto para cima, com a armadura de power ranger, de capacete e sem visor, podendo ver seus rostos encarando à sua frente.]

Então, acho que qualquer um que teve a oportunidade de crescer assistindo à TV Globinho deve se lembrar da memorável série de Power Rangers. Hoje em dia se vê a imagem dos rangers usada muito como meme, mas esses heróis que morfam já fizeram parte de muitas manhãs e tardes da infância de muita gente e inclusive continuam fazendo. As séries não acabaram e foi lançado um longa metragem novinho em folha. Hoje, venho aqui falar o que eu achei do filme – visto que eu sou uma dessas pessoas que cresceu assistindo Power Rangers na infância, e minhas brincadeiras de faz de conta preferidas eram as de aventuras como Ranger da Força Animal – além de ter acompanhado muitos morfamentos, tem um detalhe específico que eu sempre costumo falar sobre, questionar e discutir: representatividade.

Já vou avisando que esse post é LONGO, o mais longo que já escrevi no blog até agora, mas isso tem um bom motivo: ele é completinho e explica direitinho tudo o que eu achei do filme. Power Rangers (2017) não é ruim, mas também não é excelente. Ele tentou, mas não chegou lá. Tem muita coisa boa, mas pecou em umas partes também. Explico direitinho a seguir. Não desiste desse post e aguenta firme comigo.

Olha pra ser sincera eu sou bem tranquila com isso de lançamento de novos filmes e seriados. Eu não fico fuçando e acompanhando tintim por tintim a todo momento. Se muita gente tá falando sobre, às vezes é claro, fico sabendo. Tem muita coisa que eu já tô ansiosa pro lançamento (alô Star Trek Discovery e filme do Pantera Negra!!!) mas tem coisa que eu simplesmente só acabo descobrindo quando está prestes a sair e vejo o trailer. Pois é. Power Rangers foi desse jeito. Numa dessas raras vezes que eu fui ao cinema, vi o trailer lá e muito surpresa porque um longa metragem de Power Rangers??? Com um elenco jovem e diversificado??? Como ninguém me avisou?

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Rupi Kaur e sua poesia

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Você já deve ter ouvido falar dela – escritora e artista, a imigrante indiana que vive no Canadá desde os cinco anos de idade, Rupi Kaur é conhecida por seus poemas e pela famosa fotografia que foi deletada pelo instagram por retratar uma mulher menstruada. Seu primeiro livro de poesia, “Milk and Honey”, foi publicado em 2014 e, desde essa época, tem causado rebuliço na internet. Lançado recentemente no Brasil como “Outros jeitos de usar a boca”, o livro trata de diversos temas, como violência, abuso, empoderamento feminino, sororidade e, é claro, amor. Tudo sob um ponto de vista sensível e ao mesmo tempo cru.

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Viaje ao passado com a série Reply

Hoje o nosso Pavê de Vô vai ser um pouco diferente. Ao invés de te apresentar uma paixão antiga resolvi falar de algo novo, mas que traz aquela nostalgia gostosa que a gente ama. O tema do post de hoje é a série Reply, uma produção da emissora sul-coreana tvN.

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[Descrição da imagem: Três homens e uma mulher olham atentamente para um ponto além da câmera. Cena de Reply 1994.]

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A pirataria no mundo literário (e porque ela é muito prejudicial)

Vou começar esse post com uns avisos prévios.

O primeiro aviso é que vai ser longo. Vou incluir estudos/links e afins pra quem quiser se aprofundar no assunto e se jogar. O segundo aviso é que eu não estou aqui pra condenar ninguém – apenas para informar mais sobre o fenômeno da pirataria nos livros, e todas as causas e consequências.

(Sim, vai ser tipo uma tese, então pegue um café, um sanduíche e venha com a gente).

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O Post Holístico da Próxima Série que Você Deve Ver

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Cada vez a gente acaba tendo um pedido diferente agora que a Netflix resolve cancelar tudo a torto e a direito. O meu pedido da vez é: Netflix, não cancela meu show sci-fi esquisitão, nunca te pedi nada!!!!

Como começar a falar de Dirk Gently? É impossível. Talvez, de fato, deve-se deixar você mesmo dar um google e descobrir sozinho, ou talvez seja um conhecimento que você já saiba, ou talvez esse post inteiro seja uma enorme coincidência, e tudo no universo está conectado, e está na hora de você fazer um lanchinho.

Ok, não era bem isso que eu ia dizer. Acabei me perdendo um pouco: mas o fato é que Dirk Gently’s Holistic Detective Angecy é um daqueles seriados imperdíveis pra quem gosta de coisas estranhas. Então vamos lá.

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