Todo o amor de Queer Eye

No começo do mês, a Netflix lançou uma nova versão do reality show Queer Eye. Um reboot de Queer Eye for the Straight Eye, lá do comecinho dos anos 2000, o programa nos apresenta cinco caras gays, cada um com uma especialidade diferente, que vão ajudar oito homens a dar um jeito em todos os aspectos de suas vidas. Sabe todos aqueles programas de reforma do Discovery Home & Health e GNT? Então, é uma mistura disso tudo – mas melhor.

Eu estava um pouco com preguiça de assistir, confesso, mas quando o final de semana chegou e não tinha mais nada pra fazer, resolvi dar uma chance pro programa. E acabei largada no sofá sem saber lidar com tanto AMOR antes mesmo do primeiro episódio acabar.

queer eye 3

Queer Eye é apresentado por Bobby Berk, Karamo Brown, Antoni Porowski, Jonathan Van Ness e Tan France – e, olha, é difícil dizer quem eu amo mais. Cada um dos apresentadores é responsável por dar uma atualizada na vida dos participantes mas, no fim do dia, eles todos trabalham em equipe, se ajudando (eu quase morri de amor quando o Antoni ajudou o Jonathan a fazer MÁSCARAS FACIAIS para os bombeiros) do jeito que eles podem. E essa é justamente parte da graça.

Mais do que se ajudarem, os Fab 5 ajudam, óbvio, o homem inscrito no programa. São oito episódios no total, cada um focando em um participante diferente, e a forma como tudo é feito de forma a priorizar as necessidades e desejos do escolhido são de aquecer o coração. Nenhum episódio é parecido com o outro – às vezes, a reforma que o Bobby, responsável pelo design de interiores, faz foca em um quarto individual. Às vezes, nos ambientes comuns da casa, levando em consideração os filhos do participante. Ou, no último episódio, a reforma fica lá no corpo de bombeiros.

Além de mudar os ambientes, Queer Eye mexe também nas roupas dos participantes (e o Tan, responsável por isso, leva cada um em uma loja diferente, que respeita seu $ bolso $ mas também a cidade em que cada um mora), o cabelo e barba (com a ajuda de Jonathan, fabuloso), dá dicas de mudanças alimentares e ensina receitas (com o Antoni) e, por fim, tenta mudar a perspectiva que o participante tem de si mesmo, seja ajudando-o a reunir coragem para assumir sua sexualidade, levando-o para uma aula de dança de salão com os amigos ou indo em uma aula de boxe para extravasar. Como eu disse, cada episódio foca completamente no escolhido, e é muito legal ver como os Fab 5 fazem isso, sempre mudando uma coisa aqui ou ali mas nunca desrespeitando ninguém.

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É claro que todas essas mudanças têm resultados fantásticos – e outra coisa que me fez amar esse programa foi a resposta de cada um. É muito bonito ver os participantes se abrindo para todas essas mudanças do seu jeito e os Fab 5 ficando emocionados com a resposta que eles tiveram e torcendo pra dar tudo certo – seja durante uma troca de roupas ou depois dos cinco dias que o grupo passa junto (e o Tan ainda disse, nessa entrevista para a Decider, que todos eles ainda mantém contato e eu quase chorei de novo).

O legal é que, mesmo sendo um programa leve e divertido, Queer Eye não foge dos preconceitos. Todos os Fab 5, em um momento ou outro, comentam sobre suas experiências de vida como homens gays, seja com os próprios participantes (o que inevitavelmente traz a tona seus preconceitos e como sua visão mudou depois de uma semana) ou entre si ou apenas para o espectador – e é muito poderoso ter esses momentos e ver isso em um programa tão alegre.

queer eye

No trailer do programa (aqui no final do post!), Tan deixa claro o foco desse reboot – aceitação. Seja aceitação da sexualidade alheia, da sua própria, dos outros (um dos homens que os Fab 5 ajudam tem o infame boné de Make America Great Again) e por aí vai. E isso fica muito claro desde os primeiros minutos do primeiro episódio. Queer Eye é cheio de amor, orgulho e lágrimas boas – daqueles programas que a gente quer assistir várias vezes, principalmente quando está meio mal.

Queer Eye está disponível na Netflix com oito episódios de 45 minutos cada – e já estamos na torcida por outras temporadas.

Emily
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Graduada em Letras. Ama monstros e cachorros e, principalmente, lobisomens. Puxa o erre, adora parênteses e quase nunca usa o plural direito.

 

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