Os contos de romance da Olívia Pilar

olívia pilarDepois de indicar O Senhor do Vento lá no começo do ano (e dar uns motivos pra começar a ler contos), eu voltei com mais duas histórias curtinhas mas nem por isso menos incríveis pra vocês! Do que eu tô falando? De Entre Estantes e Tempo ao Tempo, da Olívia Pilar!

Os dois contos foram publicados de forma independente pela Olívia lá na Amazon (mas é aquela história – se você não tem um kindle, o e-reader da Amazon, tudo bem, porque dá pra baixar o aplicativo no seu celular ou tablet e ler por lá mesmo). Além das capas fofíssimas e das poucas páginas (ou seja, você lê num piscar de olhos e fica apaixonado pelo resto do dia), o que os dois contos têm em comum (e que são muito bem trabalhados, por sinal) são protagonistas negras e seus relacionamentos com outras meninas – sejam elas a garota da biblioteca da faculdade ou a melhor amiga da infância. Continuar lendo

Gênero, sexo e não-binário: um FAQ.

De uns tempos pra cá, temos visto uma mudança em como as pessoas usam os rótulos pra se expressar. Antes você era gay ou hétero, mas hoje em dia fala-se mais sobre bi e pansexualidade. E não só quando o assunto é orientação sexual nós vemos essa criação de novas formas de expressar coisas que antes não tínhamos como (porque, sejamos honestos, não é que pessoas bi não existissem antigamente, elas simplesmente não tinham essa palavra pra usar e se expressar). E é aí que entram os gêneros não-binários. E aqui eu vou dar uma luz nesse assunto que vem sido bastante comentado nesses últimos tempos. Mas antes, vamos aprender alguns termos essenciais pra esse post: identidade de gênero, expressão de gênero e sexo designado ao nascer. Pra facilitar a explicação, vamos usar o unicórnio do gênero!

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Para cego ver: do lado esquerdo da imagem há um unicórnio roxo sobre as duas pernas traseiras, pensando em um arco-íris. Ele apresenta dois corações, um laranja e um vermelho, representando atração sexual e romântica e entre suas pernas aparece um pedaço de DNA. Envolvendo o seu lado esquerdo há bolinhas verdes. Do lado esquerdo há uma lista dividida em cinco. A primeira divisão diz identidade de gênero, representada por um arco-íris, e em baixo há três setas que dizem feminina, masculina e outros gêneros. A segunda divisão diz expressão de gênero, representada pelas bolinhas verde, e em baixo há três setas que também dizem feminina, masculina e outros. A divisão seguinte é a de sexo designado ao nascer, representado pelo pedaço de DNA, e com três bolinhas que dizem feminina, masculina e outros/ intersexo. A atração sexual, representada pelo coração laranja, e a atração romântica estão nas duas últimas linhas e as suas setas dizem feminilidade, masculinidade e nenhuma/ outra expressão. Fonte da imagem: http://www.transstudent.org/gender.

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A representatividade assexual em Sirens (e por que ela é tão importante)

Alguns anos atrás, descobri uma série nova no Tumblr. Até então, nada de novo. Boa parte das séries e desenhos que eu assisti nos últimos anos foram recomendações das pessoas que eu seguia no site. Cada uma me chamava a atenção por um motivo diferente, mas o motivo principal acabava sendo, sempre, um grande número de pessoas comentando os últimos episódios e fanarts lindos aparecendo na minha timeline (por que, né, ninguém é de ferro). Mas esse seriado em questão não era assim – pouquíssima gente falava dele e havia pouco material nas buscas. O que foi que me chamou a atenção para Sirens? Uma personagem secundária assexual e como um dos personagens principais lidou com isso depois de perceber que tinha uma quedinha por ela.

Ano passado o Paulo falou sobre assexualidade aqui no blog (o post é esse aqui e está bem completinho, pra quem tiver interesse), mas, só pra recapitular, assexualidade é uma orientação sexual (é o A no final do LGBTQA que, não, não está lá para os aliados) assim como hétero, bi, homo e pan, definida pela falta de atração sexual por outras pessoas. Não é celibato e também não é uma piada engraçadinha sobre comida ou falta de qualquer coisa. É algo válido, real e que pode mexer muito com a cabeça de uma pessoa que não tem muita informação, como qualquer outra orientação. A diferença? Pouquíssimas pessoas falam sobre isso. Eu mesma demorei anos pra descobrir que assexualidade existia e havia mais gente nesse mundão que partilhava disso.

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Descrição da imagem: Voodoo, do ombro para cima, olha para alguém fora da cena. Seu cabelo loiro está preso em um rabo de cavalo e ela usa o uniforme azul marinho de paramédica.

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The Abyss Surrounds Us: Sci-fi indie de primeira

O mês do orgulho LGBT está aqui, e como tal, não podia deixar de indicar uma das minhas leituras favoritas dos últimos tempos. Foi difícil escolher sobre qual livro eu ia falar, mas no fim nem precisei pensar muito: The Abyss Surrounds Us, da Emily Skrutskie, ganhou meu coração desde a primeira página.

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The Abyss Surrounds Us é uma história futurística que se passa em um mundo onde o aquecimento global é muito real e praticamente alagou metade das terras do planeta. Devido ao estranho clima e ao novo confinamento de terras, é preciso retomar um velho conhecido da humanidade – a navegação. Mas assim como as nações tem seus navios, os piratas também os têm, e como no passado, são eles que dominam os mares.

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4 webcomics pra começar o mês do Orgulho LGBT

Junho é o mês do orgulho LGBT. Aqui no Pavê a gente tá sempre falando sobre a importância de representação e diversidade, então é óbvio que um mês com uma relevância tão grande quanto esse não podia passar batido. É por isso que eu trago aqui 4 webcomics que apresentam uma variedade de personagens LGBT! Infelizmente eu só conheço em inglês, mas fica aberto o pedido para recomendações de webcomics brs!

Rainbow or Pride Flag

Pra cego ver: imagem da bandeira do orgulho LGBT.

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