Adaptar é Sobreviver: a reinterpretação de livros em mídias diferentes

Semana passada lançou na Netflix um dos filmes mais aguardados do ano para mim — Annihilation. Se você acompanhou o blog, eu falei um pouco sobre o livro ano passado, e como eu adorei a maneira que o autor desenvolveu a história. Não sabia como iria ficar o conteúdo final do filme, ou como o diretor ia explorar os temas da mesma maneira evocativa que fez o livro.

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#pracegover: imagem do filme Aniquilação, com as cinco protagonistas de costas prestes a entrar em uma barreira que parece uma bolha de sabão.

O resultado foi que o filme, em trama, não tem nada a ver com o livro. Apesar de começar com a mesma premissa (uma bióloga que se voluntaria para uma missão perigosa na área X), o filme vai em uma direção completamente diferente. E no entanto, ao terminar de ver o filme, senti que ainda assim Alex Garland conseguiu passar a mesma mensagem que o livro trouxe, e explorar o mesmo tema de maneiras completamente diferentes.

E então me fiz a pergunta: o que exatamente faz uma boa adaptação?

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Hyori’s Bed & Breakfast: o reality show que você precisa ter na sua vida

Nessa sexta-feira vamos te indicar um reality show que vai  aquecer o seu coração e te fazer sorrir do primeiro até o último episódio. Você está preparade para se apaixonar por Hyori’s Bed & Breakfast?

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Os melhores lançamentos de k-pop: janeiro e fevereiro

Demorou, mas o k-pop voltou para o Pavê. E voltou trazendo o melhor que rolou nesses dois primeiros meses de 2018. Segura o coração porque teve muito lançamento bom, e para todos os gostos. Então se aconchega na cadeira e vem com a gente para conferir os melhores lançamentos até o momento.

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BoJack Horseman: vida adulta e o preço da fama

Algum tempo atrás, publiquei um post (você pode conferir aqui) com cinco indicações de sitcoms que nós do blog vimos e recomendamos. Dentre essas indicações, uma série em específico está entre minhas favoritas: Bojack Horseman.

Já tem uns meses que estava querendo escrever sobre essa série aqui no Pavê, desde que terminei de assistir todos os episódios disponíveis. Mas por se tratar de uma obra sobre a qual pretendia realizar uma reflexão mais aprofundada, resolvi esperar pelo momento certo. E ele finalmente chegou através dessa Sexta Livre. Então vem com a gente conhecer um pouco mais sobre o mundo dos desenhos adultos e acompanhar essa resenha detalhada!

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A temporada de premiações e os mesmos problemas de sempre

Chega essa época do ano e muita gente só consegue pensar em uma coisa: temporada de premiações. Esses primeiros meses são marcados pela presença de muitas cerimônias de premiações, principalmente cinematográficas. Pra quem é apaixonado por cinema, esse é o momento perfeito pra olhar as listas de indicados e fazer aquela maratona maluca. Por muito tempo eu fui uma dessas pessoas, mas estamos em 2018 e é muito cansativo ignorar todos os problemas. Vamos conversar um pouco sobre isso?

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A humanização dos monstros

Estava sem ideia para um post essa semana então resolvi entrar em um dos meus assuntos favoritos: vilões. Eu sou facilmente uma daquelas pessoas que torce mais pro vilão do que o mocinho na maioria dos filmes, e que fica desapontada quando não é dada a devida atenção aos vilões de uma narrativa (estou olhando pra você, Marvel). O fato é que vilões sempre me interessaram, talvez da primeira vez que assisti Star Wars com uns quatro anos e o Darth Vader apareceu, e acho que é importante discutir porquê.

“Ah mas Laura eu não acredito que você vai defender vilões nesse post!!!”, eu ouço sua indignação vinda do além e cruzando todos os planos metafísicos pra chegar em minhas orelhas.

Alto lá, camarada. Eu não disse defender. Mas eu queria discutir um pouco do porque às vezes nos apegamos mais a eles do que aos mocinhos.

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Deus Salve o Rei: Expectativa x Realidade na nova novela da Globo

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Semana passada, a Globo estreou a mais nova novela das 19h, Deus Salve o Rei. Inspirada na era medieval, a novela na verdade não se prende a nenhum período ou reino real, o que dá uma liberdade enorme para todo mundo envolvido na sua criação – é só dar uma olhada nos vestidos esvoaçantes da princesa Catarina, personagem da Bruna Marquezine, pra ter uma ideia.

Em época de Game of Thrones, era esperado que muita gente gritasse que a inspiração veio da série famosona da HBO e que a Globo estava é querendo chamar a atenção desse público fazendo uma versão brasileira, mas foi só assistir o primeiro capítulo pra ver que as semelhanças eram poucas. O que, particularmente, me deixou meio aliviada. Em parte porque eu nunca cai no hype de GoT. Em parte porque eu li a trilogia sobre o rei Artur do Bernard Cornwell em uma época formativa da minha adolescência e depois me afundei ainda mais nesse buraco quando me apaixonei pela reinvenção do medievalismo literário no sertão brasileiro em Grande Sertão Veredas (juro que não estou ficando louca).

E, por fim (e principalmente), porque eu queria uma coisa bem brasileira, bem nossa, e uma novela das sete seria perfeita para nos dar exatamente isso.

Só que não foi bem o que aconteceu. Continuar lendo