Quando me descobri negra: a delicadeza bruta de um relato sincero

É sempre muito bom encontrar leituras que acabam sendo importante para nós e nos ajudam a enxergar o mundo de outra forma. É sempre ótimo ler aquelas passagens que te deixam pensando “nossa, isso é tão eu!”. Foi essa sensação maravilhosa que eu tive enquanto lia Quando me descobri negra, esse livro lindo da Bianca Santana, do qual vamos falar um pouquinho hoje!

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Olhos d’água: o foco na realidade negra

Hoje é Dia da Consciência Negra e nada mais justo do que trazer para o palê de hoje uma autora negra brasileira. Então vamos falar um pouco sobre o livro Olhos d’água, da Conceição Evaristo?

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3 bons motivos pra ler Boa Noite

A essa altura você com certeza já ouviu falar sobre Boa Noite, da Pam Gonçalves, mas existe aquela chance de ainda não ter dado a devida chance pro livro (sério mesmo?), então no palê de hoje vamos checar três pontos interessantes dessa obra, que, com toda certeza, fazem essa leitura valer muito a pena!

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[Descrição da imagem: foto do livro Boa Noite, em que vemos a imagem de capa, que contém a frente de uma casa de parede de tijolos e o título do livro escrito grande na capa.]

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A delicadeza de Pétalas e Além dos Trilhos

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Nós aqui do Pavê adoramos quadrinhos. Já rolou lista de indicações no Dia do Quadrinho Nacional e volta e meia tem resenha de hqs aqui no blog. Então, hoje, eu relembro e falo um pouco mais de duas histórias que mencionei lá no final de janeiro: Pétalas, do Gustavo Borges e da Cris Peter, e Além dos Trilhos, da Mika Takahashi!

As duas hqs são nacionais e causaram rebuliço no Catarse. Pétalas arrecadou 1068% (!!!) do valor esperado. Além dos Trilhos conseguiu 228% e, juntas, as duas obras arrecadaram mais de cento e dez mil reais e totalizaram mais de mil edições impressas. Ou seja, o hype foi grande. E não decepcionou nem um pouco.

Contando histórias lindas, sem diálogo mas com muita delicadeza, tanto Mika Takahashi quanto Gustavo Borges nos apresentam personagens que tem muito a dizer. O coelho da Mika e o Pássaro e a Raposinha de Gustavo podem não ser humanos, mas passam por aventuras e lições de vida de aquecer o coração (e arrancar algumas lágriminhas).

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#desafiopave: Black Silence, ficção científica brasileira em quadrinhos

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[Descrição da imagem: Foto da capa do quadrinho. Na capa, há a imagem de uma mulher negra e cabelo branco na altura do pescoço, estando de perfil e com uma expressão severa. Ao redor, a imagem lembra o espaço sideral, com algumas partes de um triângulo preto surgindo por trás dela. Acima, o título, “Black Silence”, e abaixo, o nome da altura, “Mary Cagnin”. Ao lado, a foto de um marca-texto com a mesma imagem da mulher.]

Na nossa listinha de quadrinhos, o escolhido para fevereiro deveria ser uma ficção científica (escrita por autora mulher, como todos os quadrinhos da lista). E assim chegamos a Black Silence, história em quadrinhos publicada de forma independente em 2016, da autora Mary Cagnin, que utilizou financiamento coletivo no Cartase para tanto (pausa para declarar meu amor pelas obras que os financiamentos coletivos nos proporcionam!).

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#desafiopavê: Estrela Kaingáng, a lenda do primeiro pajé

Hoje é dia de #DesafioPavê e nós vamos falar sobre o livro escolhido para o mês de fevereiro, cujo tema era literatura indígena – e aqui estamos falando de livros sobre indígenas e escritos por indígenas, então todos aqueles romances indianistas que estudamos no colégio como O Guarani, Iracema e Moema estavam fora da competição.

A obra escolhida foi Estrela Kaingáng, da Vãngri Kaingáng, publicada pela Editora Biruta. O livro tem 32 páginas, então aviso logo que é difícil falar dele sem soltar spoiler, mas, em minha defesa, o tema do livro é uma lenda (que todos nós deveríamos saber se as escolas ensinassem a história dos povos indígenas) então não tem uma reviravolta que um spoiler possa estragar. Agora que estão todos avisados, vamos lá!

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[Descrição da imagem: foto do livro Estrela Kaingáng, em que na capa vemos uma ilustração de um céu estralado com o título na frente, e um enfeite de uma planta ao lado do livro.]

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#desafiopavê: As Águas-Vivas Não Sabem de Si

Como já dito antes em outro post, esse ano lançamos o #DesafioPavê. Baseado em nossas escolhas de leitura para cada mês, resenhamos e discutimos as obras selecionadas, e vamos comentar aqui no Pavê também. O post de hoje é sobre o livro de ficção científica As Águas-Vivas Não Sabem de Si, da Aline Valek.

Quero começar dizendo que o livro foi uma surpresa para mim. E uma surpresa muito agradável mesmo. A escrita da Aline é surpreendente e me trouxe a mesma sensação de estar perto do oceano, como se estivesse reproduzindo o próprio movimento das ondas – o infinito leva e traz, a calma e ao mesmo tempo, o poder do mar.

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