Você conhece a lenda do Ipupiara? Um conto por H. Pueyo

Se você é desses que adora ouvir histórias cheias de brasilidade, com lendas e criaturas do nosso folclore brasileiro, veio ao lugar certo.

O post de hoje é o conto “Ipupiara”, escrito pela H. Pueyo e publicado na 15ª edição da revista Trasgo – uma revista online trimestral de contos de ficção científica e fantasia, trazendo sempre autores e artistas brasileiros. A Mamá já falou deles nesse post, sobre o projeto de trazer o material em meio físico também.

Para quem está se perguntando quem é Ipupiara, é claro, recomendo muitíssimo a leitura do conto. Mas só para dar uma contextualização, é uma espécie de monstro marinho que fazia parte da mitologia de dos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil no período de colonização. Diz a lenda que ele foi encontrado e morto na capitania de São Vicente. Tanto é, que tem uma estátua lá da figura até hoje. A Sol até já mencionou isso no twitter uma vez.

E que meio mais divertido, intrigante e fascinante conhecer lendas brasileiras por meio de uma história? Em um jeitinho bem brasileiro? O conto do Ipupiara escrito pela H, Pueyo começa com dois homens, Isidoro e Andirá, no período de Brasil-Colônia. Isidoro, um português recém chegado e coletor de impostos, contratou Andirá, cabloco e filho de um bandeirante, para leva-lo ao interior, com o intuito de apadrinhar o filho recém-nascido de uma prima.

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[Descrição da imagem: Ilustração do Ipupiara, com forma humana e o tronco fora da superfície, no meio de um rio com uma cachoeira, rochas e galhos de árvore ao seu redor. Arte por Dante Luiz.]

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Quando me descobri negra: a delicadeza bruta de um relato sincero

É sempre muito bom encontrar leituras que acabam sendo importante para nós e nos ajudam a enxergar o mundo de outra forma. É sempre ótimo ler aquelas passagens que te deixam pensando “nossa, isso é tão eu!”. Foi essa sensação maravilhosa que eu tive enquanto lia Quando me descobri negra, esse livro lindo da Bianca Santana, do qual vamos falar um pouquinho hoje!

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Os contos de romance da Olívia Pilar

olívia pilarDepois de indicar O Senhor do Vento lá no começo do ano (e dar uns motivos pra começar a ler contos), eu voltei com mais duas histórias curtinhas mas nem por isso menos incríveis pra vocês! Do que eu tô falando? De Entre Estantes e Tempo ao Tempo, da Olívia Pilar!

Os dois contos foram publicados de forma independente pela Olívia lá na Amazon (mas é aquela história – se você não tem um kindle, o e-reader da Amazon, tudo bem, porque dá pra baixar o aplicativo no seu celular ou tablet e ler por lá mesmo). Além das capas fofíssimas e das poucas páginas (ou seja, você lê num piscar de olhos e fica apaixonado pelo resto do dia), o que os dois contos têm em comum (e que são muito bem trabalhados, por sinal) são protagonistas negras e seus relacionamentos com outras meninas – sejam elas a garota da biblioteca da faculdade ou a melhor amiga da infância. Continuar lendo

Os Quadrinhos A2 da Cristina Eiko e do Paulo Crumbim

quadrinhos a2 capaNo começo desse mês de maio, o Lady’s Comics, juntamente com a Quanta Academia de Artes, produziu o Encontro Lady’s Comics em São Paulo, nos dias 6 e 7, sábado e domingo. O evento teve palestras, painel de troca de experiências, apresentou várias quadrinistas e ainda por cima teve venda de hqs, adesivos, posters e tudo mais. Nós aqui do Pavê passamos lá na tarde de domingo (a Bia até mesmo postou umas fotinhas no stories do nosso instagram – você segue a gente lá?) e, no meio de tanta gente legal, eu tive a oportunidade de conhecer a Cristina Eiko, co-autora dos Quadrinhos A2 e da história em quadrinho do Penadinho, Vida, da Graphic MSP!

Vida foi a primeira hq da Graphic MSP que eu li – e, até hoje, é a minha favorita. Eu estava bem curiosa pra conhecer os Quadrinhos A2, que ganhou o troféu HQ Mix na categoria Publicação Independente de Autor em 2013, mas acabei enrolando pra comprar os exemplares – até chegar lá na Quanta e dar de cara com eles e com a própria Eiko. Fiquei tão animada que acabei convencendo mais gente a comprar (quem nunca?) e, depois que a poeira abaixou um pouco, voltei lá pra pegar autógrafo (porque, né, ninguém é de ferro). A Cristina Eiko foi super fofa e não só autografou as três primeiras hqs que eu comprei dos Quadrinhos A2 como ficou um tempo conversando comigo e com a Laura sobre o Pino, o dachshund deles.

O post de hoje é pra falar justamente sobre os três primeiros volumes dos quadrinhos autobiográficos da Cristina Eiko e do Paulo Crumbim – e, se você já conhece Vida, dá pra saber o que esperar, né não?

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#desafiopave: Cerulean: Belo, mas com seus defeitos

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[Descrição da Imagem: Foto da HQ, Cerulean, de Catharina Baltar. Ao centro, em um fundo esbranquiçado de uma mesa meio transparente, está a capa de Cerulean, com título em letra cursiva e branca, ilustração de uma sereia de cabelos azuis esverdeados de óculos, olhando fixamente para frente enquanto segura um celular com a tela brilhando em suas mãos, com a companhia de seu amigo axolote. Ao lado esquerdo, um marcador de página de uma das cenas da HQ, com Cerulean de corpo inteiro, vestindo óculos, uma camiseta, segurando em uma mão o seu amigo axolote e em outra o celular, com sua cauda de sereia à vista.]

Se vocês ainda lembram do #DesafioPavê, ele continua pleno e em pé, com as resenhas relacionadas ao desafio postadas sempre aos domingos. Estamos em maio e Cerulean foi a HQ escolhida para o mês de março, então sim, esse post está um tantinho atrasado, mas o que importa é que ele finalmente saiu! E caso você tenha perdido, pode conferir todas as resenhas relacionadas ao #DesafioPavê nesta página aqui, como a resenha de abril de As Lendas de Dandara feita pela Sol e O Enterro das Minhas Ex feita pela Mamá no domingo passado.

Cerulean é roteirizado e ilustrado por Catharina Baltar. O quadrinho começou com o Inktober – um desafio no qual artistas ao redor do mundo se propõem a desenhar todo dia durante o mês de outubro – e Catharina se propôs a tirar a sua personagem da gaveta e finalmente dedicar uma história completa para ela, fazendo uma página por dia no Inktober. A repercussão do projeto foi grande e com isso, depois de ajustes, acabamento e um desenvolvimento maior, Cerulean se tornou um projeto no Catarse e a sereia tomou forma física. Nós do Pavê descobrimos essa HQ na época em que ele ainda estava sendo financiado e tínhamos altas expectativas para ela. Afinal, uma HQ brasileira, feita por uma mina e, ainda, com uma sereia geek que usa óculos? Adoramos a ideia e algumas de nós estavam ansiosas. Eu, Lari, vou ser honesta e bem crítica nesta resenha. É sim um trabalho bem feito, poxa, é todo de aquarela e isso dá um trabalho enorme, tem muitos aspectos positivos, mas, no geral, eu esperava bem mais.

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