3 bons motivos pra ler Boa Noite

A essa altura você com certeza já ouviu falar sobre Boa Noite, da Pam Gonçalves, mas existe aquela chance de ainda não ter dado a devida chance pro livro (sério mesmo?), então no palê de hoje vamos checar três pontos interessantes dessa obra, que, com toda certeza, fazem essa leitura valer muito a pena!

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[Descrição da imagem: foto do livro Boa Noite, em que vemos a imagem de capa, que contém a frente de uma casa de parede de tijolos e o título do livro escrito grande na capa.]

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#desafiopave: O Coronel e o Lobisomem

Mais um domingo, mais um #desafiopave rolando aqui no blog. Dessa vez vamos falar um pouquinho sobre o filme que assistimos em março e alguns comentários que achamos interessantes sobre o longa. Então, vamos lá, que é hora de falar sobre O Coronel e o Lobisomem, a adaptação de 2005, dirigida por Maurício Farias.

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[Descrição da imagem: Esmeraldina (Ana Paula Arósio) usando um vestido preto de pé ao lado de Nogueira (Selton Mello) que usa um terno antigo, e ao meio deles está sentado o coronel (Diogo Vilela), vestido em seu uniforme. Todos os três encaram a câmera.]

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#desafiopave: Ouro, Fogo & Megabytes, o primeiro livro de O Legado Folclórico

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Descrição da imagem: “Ouro, Fogo e Megabytes”, com o título em lettering dourado e a imagem de um boitatá de fogo prestes a atacar um menino em cima de um prédio, sobreposto sobre um livro de capa vermelha.

Domingo aqui no blog é dia de #DesafioPave, e o livro que escolhemos ler para o mês de março foi nada mais nada menos do que Ouro, fogo & megabytes, do Felipe Castilho!! A temática desse mês era justamente livros com criaturas mágicas e, já que decidimos focar apenas em obras nacionais esse ano, nada mais justo do que escolher um livro (ou melhor, o início de uma série) que usasse nosso folclore nacional!

Ouro, fogo & megabytes começa com uma partida de Battle of Asgorath, um jogo de RPG online nos moldes de League of Legends. É aí que somos apresentados a Shadow Hunter, o segundo melhor personagem dentro do jogo todo, e, consequentemente, a Anderson Coelho – um garoto de 12 anos que mora na cidade de Rastelinho, em Minas Gerais, e divide seus dias entre ir para a Escola de Ensino Fundamental Zeferina Risoleta de Jesus pela manhã e jogar Battle à tarde com seus amigos da internet.

Anderson é como todos os meninos da sua idade – curte jogos, vive em uma família de classe média em uma cidade do interior, é atormentado pelos meninos mais fortes e implicantes da escola e não vai com a cara do menino mais inteligente da sala. Seu melhor amigo, Renato (ou Hellnato), está sempre disposto a tomar seu partido e se meter em brigas para defendê-lo, além de passar horas e horas como um anão chamado HeLLHaMMeR em Asgorath com Anderson.

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A delicadeza de Pétalas e Além dos Trilhos

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Nós aqui do Pavê adoramos quadrinhos. Já rolou lista de indicações no Dia do Quadrinho Nacional e volta e meia tem resenha de hqs aqui no blog. Então, hoje, eu relembro e falo um pouco mais de duas histórias que mencionei lá no final de janeiro: Pétalas, do Gustavo Borges e da Cris Peter, e Além dos Trilhos, da Mika Takahashi!

As duas hqs são nacionais e causaram rebuliço no Catarse. Pétalas arrecadou 1068% (!!!) do valor esperado. Além dos Trilhos conseguiu 228% e, juntas, as duas obras arrecadaram mais de cento e dez mil reais e totalizaram mais de mil edições impressas. Ou seja, o hype foi grande. E não decepcionou nem um pouco.

Contando histórias lindas, sem diálogo mas com muita delicadeza, tanto Mika Takahashi quanto Gustavo Borges nos apresentam personagens que tem muito a dizer. O coelho da Mika e o Pássaro e a Raposinha de Gustavo podem não ser humanos, mas passam por aventuras e lições de vida de aquecer o coração (e arrancar algumas lágriminhas).

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Manual de Sobrevivência da Vida Adulta: o dia a dia de ilustradora e força feminina, de Brendda Lima

Não é nenhuma novidade que em muitas áreas de trabalho, há muitos mais homens seja em quantidade ou favorecimento. O mundo nerd e da cultura pop não é diferente, principalmente quando se fala em quadrinhos. Eu já conhecia o Social Comics, é um serviço de assinatura mensal brasileiro para quadrinhos, e o melhor disso é que tem muita coisa independente por lá, títulos de quadrinistas nacionais que super valem a pena a leitura e que às vezes não são fáceis de encontrar. O problema é que quando eu me cadastrei no site eu vi uma longa lista de quadrinhos feitos por homens, são pouquíssimas as mulheres que tem algo lá e isso ainda não é diferente nesse mercado. Mas as mulheres nos quadrinhos existem, as Lady’s Comics estão aí para provar isso! E venho aqui hoje falar sobre uma, Brendda Lima e seu trabalho incrível em Manual de Sobrevivência da Vida Adulta.

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#desafiopave: Black Silence, ficção científica brasileira em quadrinhos

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[Descrição da imagem: Foto da capa do quadrinho. Na capa, há a imagem de uma mulher negra e cabelo branco na altura do pescoço, estando de perfil e com uma expressão severa. Ao redor, a imagem lembra o espaço sideral, com algumas partes de um triângulo preto surgindo por trás dela. Acima, o título, “Black Silence”, e abaixo, o nome da altura, “Mary Cagnin”. Ao lado, a foto de um marca-texto com a mesma imagem da mulher.]

Na nossa listinha de quadrinhos, o escolhido para fevereiro deveria ser uma ficção científica (escrita por autora mulher, como todos os quadrinhos da lista). E assim chegamos a Black Silence, história em quadrinhos publicada de forma independente em 2016, da autora Mary Cagnin, que utilizou financiamento coletivo no Cartase para tanto (pausa para declarar meu amor pelas obras que os financiamentos coletivos nos proporcionam!).

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#desafiopavê: Estrela Kaingáng, a lenda do primeiro pajé

Hoje é dia de #DesafioPavê e nós vamos falar sobre o livro escolhido para o mês de fevereiro, cujo tema era literatura indígena – e aqui estamos falando de livros sobre indígenas e escritos por indígenas, então todos aqueles romances indianistas que estudamos no colégio como O Guarani, Iracema e Moema estavam fora da competição.

A obra escolhida foi Estrela Kaingáng, da Vãngri Kaingáng, publicada pela Editora Biruta. O livro tem 32 páginas, então aviso logo que é difícil falar dele sem soltar spoiler, mas, em minha defesa, o tema do livro é uma lenda (que todos nós deveríamos saber se as escolas ensinassem a história dos povos indígenas) então não tem uma reviravolta que um spoiler possa estragar. Agora que estão todos avisados, vamos lá!

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[Descrição da imagem: foto do livro Estrela Kaingáng, em que na capa vemos uma ilustração de um céu estralado com o título na frente, e um enfeite de uma planta ao lado do livro.]

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