Representatividade: Uma conversa sobre mídia, diversidade e inclusão

Como toda criança, sempre fui fascinada por histórias — tanto as que lia nos livros como as que via na TV e no cinema. Acredito que todas elas contribuíram de alguma forma, por menor que seja, para formar a pessoa que sou hoje. E sei que milhares de pessoas diriam o mesmo sobre o impacto da ficção em suas vidas. Assim, o que quero discutir hoje no blog é o modo como a ficção pode impactar a vida de todas as pessoas, mesmo aquelas que não estão tão intensamente envolvidas com esse universo, e a importância de termos histórias mais inclusivas que reflitam a realidade do mundo em que vivemos. Em outras palavras, a importância da representatividade na ficção.

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[Descrição da imagem: Montagem com alguns personagens de filmes e séries de TV. Da esquerda para a direita: Korra, do desenho A Lenda de Korra; Kelly e Yorkie, da série Black Mirror; Wil e Vivian, do filme Saving Face; e Chiron, do filme Moonlight – Sob a Luz do Luar]

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Chimamanda Adichie e a sensibilidade de Hibisco Roxo

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Meu primeiro contato com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie foi através de sua palestra The Danger of The Single Story (O Perigo da História Única), e, mais tarde, da palestra We Should All Be Feminists (Todos Nós Deveríamos Ser Feministas), ambas as quais recomendo muito. Desde então, morria de vontade de ler seus livros. O primeiro que eu comprei foi Meio-Sol Amarelo, mas o primeiro a ser lido mesmo foi Hibisco Roxo, seu romance de estreia. E a primeira impressão foi ótima, embora eu já não esperasse outra coisa depois de assistir suas palestras.

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