[Resenha] Cada Um na Sua Casa (Home, 2015)

 

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Aproveitando a deixa da chegada da primavera e dias de muito céu azul e sol radiante, hoje venho aqui indicar uma animação vibrante, leve, cheia de aventuras e com muito coração. Mas mais do que apenas um bom entretenimento, Cada Um na Sua Casa é um dos poucos longas metragens de animação com uma protagonista negra e esse é um dos principais motivos que me levaram a assistir ao filme e também a vir falar dele aqui no Pavê.

Caso você não tenha visto, eu falei um pouco sobre representatividade na área de animação nesse post aqui e, naquele post, me concentrei em falar sobre curtas. Mas e os longas? Sabemos o quanto representatividade é algo muito necessário e que precisa melhorar e muito, não deixamos de repetir isso sempre. Mas e quanto ao que já foi e está sendo feito? Aposto que se discutirmos sobre a escassez de personagens diversos e representatividade em animação, e nesse caso específico de longas metragens, quem está ligado nos últimos filmes vai comentar: Mas Larissa, e o filme Cada Um na Sua Casa, de 2015, com uma protagonista negra? Pois então! O holofote hoje é dele mesmo.

Quantos filmes de animação com protagonistas negras você já assistiu? Deve dar pra contar em metade de uma mão. E os de grandes estúdios então? Apesar da escassez, é algo que aos poucos está mudando. No mesmo post sobre Os Heróis de Sanjay comentei sobre uma produção em andamento. Cada Um na Sua Casa faz parte dessa pequena porcentagem e, devo admitir, tinha baixíssimas expectativas; mas o filme acabou me cativando e surpreendendo.

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Trolls: muita cor, muito glitter e o que é felicidade

Então é 2017, o Pavê voltou e eu vim trazer uma recomendação fresquinha para você nesse começo de ano. Começar o ano com uma animação, por que não? E ainda melhor, com muito glitter. Às vezes acho a Pixar superestimada demais, não discordo do incrível trabalho do estúdio de animação, mas vamos exaltar outros estúdios que merecem tanto quanto também! A Dreamworks vem crescendo cada vez mais em suas últimas produções e Trolls é a prova disso. Uma ideia bacana, uma produção impecável, uma trilha sonora maravilhosa e uma história cheia de vida.

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Queria começar falando que o filme foi inspirado nos bonecos trolls de 1980 e 90, aqueles do visual pelado e cabelos coloridos super arrepiados. E quem não lembra daquela versão meio trolls meio bratz do McLanche Feliz? Tem até algumas referências aos bonecos no começo do filme. Preciso admitir que Trolls foi uma surpresa boa. A primeira vez que vi o anúncio do novo filme não liguei muito, inclusive fiquei com a sensação que o filme e o roteiro tinham uma pegada meio Smurfs (que confesso, não gostei muito) e não estava animada não. Mas então ouvi comentários empolgados de pessoas que assistiram, fiquei animada e fui conferir. Não me decepcionei. Tentarei falar aqui alguns dos motivos que faz esse filme tão bonito e encantador, sem entregar muito para você ter a chance de experienciá-lo pelos seus próprios olhos.

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