O Faroeste no Pântano: o inovador River of Teeth

Uma das coisas que eu mais gosto na internet é que se você seguir gente o suficiente, sempre vai ter uma recomendação diferentona ou algo legal novo para ler. Eu já tinha ouvido falar de River of Teeth, da Sarah Gailey, mas até então não tinha achado que seria algo do meu interesse.

Lembro bem que as palavras chaves que finalmente me convenceram a dar uma chance para o livro foram “caper story”. Caper é uma palavra inglesa que é o equivalente de golpe, mas geralmente é usado para definir histórias cujos personagens principais estão tentando aplicar um golpe/roubar alguma coisa. Já proferi meu amor por filmes como Onze Homens e Um Segredo, então eu resolvi dar uma chance para essa novela.

riverofteeth

Capa de River oh Teeth, mostrando cinco cavaleiros montados em hipopótamos dentro do pântano.

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7 livros de contos de fantasia simplesmente fantásticos

7 livros de contos

[Descrição da imagem: Montagem na qual as capas dos livros “Depois do Fim” e “Excalibur”, da editora Draco e “Piratas”, da editora Cata-Vento, respectivamente, aparecem lado a lado.]

Dragões. Magos. Batalhas épicas. Viagens do tempo. Piratas navegando os sete mares. São vários os elementos épicos que caracterizam uma obra como fantasia, qualquer seja a forma na qual ela se apresente. A fantasia, embora já bastante consagrada nas artes, tem sido cada vez mais explorada e popular na cultura pop através de filmes, jogos, livros e séries que empregam a presença da ficção em seus enredos para atrair o público.

Não à toa que faz grande sucesso: às vezes tudo o que precisamos é de uma válvula de escape momentânea antes de enfrentar a dura realidade. A partir da fantasia, estimulamos nossa criatividade, despertamos nosso subconsciente, e recebemos toda a inspiração necessária para divagar, muitas vezes por terras e tempos distantes ou futurísticos, realizando uma imersão completa no fundo do nosso imaginário. Também se trata de algo inerente ao ser humano, manifestando-se com os sonhos.
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O espaço do cabelo natural da mulher negra na ficção

Representatividade. Pra vocês que já conhecem o Pavê há algum tempo já deve ter dado pra notar o quanto essa palavrinha aí é importante pra gente. É só apresentar algum filme, série, livro ou qualquer outra forma de ficção em que a representatividade está presente que a gente fica tudo alegrinho. Somos fáceis assim (ok, nem tanto). E é justamente sobre a representatividade de personagens cacheadas e crespas que eu vim falar aqui hoje. Tá pronto? Então vamos lá!

curls

[Descrição da imagem: 4 fotos de 4 atrizes negras com seus cabelos naturais. A primeira (Gugu Mbatha-Raw) olha para além da câmera com uma cara surpresa, tirada de um episódio de Black Mirror. A segunda (Jessica Sula) olha para além da câmera sorridente, tirada de um episódio de Recovery Road. A terceira (Sherri Saum) olha para o lado com um leve sorriso e olhar de preocupação, tirada de um episódio de The Fosters. A quarta (Kylie Bunburry) olha para o lado sorrindo, tirada de um episódio de Pitch.]

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Misery: Quando a fandom vai longe demais

misery

É uma verdade universal reconhecida que um jovem em busca de algo de terror para ler inevitavelmente vai acabar na sessão de Stephen King.

Comecei a ler King com O Iluminado e depois Carrie. São dois de seus melhores livros, com certeza, e grandes clássicos perpetuados através das telonas. Contudo, nenhum dos dois conseguiu evocar dentro de mim a sensação que eu buscava nessas histórias — o medo mais profundo, aquela sensação de inquietação dentro de si.

Mas até hoje, o único livro de Stephen King que me intimidou de verdade foi Misery. Continuar lendo