Assim na Terra Como No Inferno: um caça-tesouro de terror

O filme sobre o qual vim falar hoje no Pavê Trevoso não é um laçamento nem nada do tipo. O longa estreou em 2014, dirigido pelo John Erick Dowdle, e eu nunca tive lá muita vontade de ver, mas olha… Ainda bem que decidi dar uma chance pra Assim Na Terra Como No Inferno. E vim aqui hoje pra tentar fazer vocês fazerem o mesmo!

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Os lobisomens do cinema contemporâneo

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Cresci indo visitar minha tia nos feriados e finais de semana. Morando em outra cidade, na roça, ela sempre tinha uma história ou outra sobre o cemitério local, causos de onça e corpos secos – uma criatura típica do interior. Apesar do medo, eu curtia ouvir os contos e sempre me animava quando outra pessoa tinha uma nova história para contar – nem que fosse para dar risada da situação toda. Mas a história mudava um pouco de figura quando a gente tinha que ir da Igreja pra casa dela no escuro, à luz de lanternas com pouca pilha, ou quando eu acordava no meio da noite, deitada na cama de baixo da beliche, e ouvia os cachorros correndo e uivando do lado de fora da casa.

Nessas horas, uma só palavra passava pela minha cabeça: Lobisomem. Continuar lendo

As aves assassinas de Hitchcock em Os Pássaros (Parece que o jogo virou, queridinha!)

Muitos conhecem o aclamado Psicose, de Alfred Hitchcock, um grande clássico do terror e o longa mais famoso do diretor. No entanto, venho aqui falar de aves atacando pessoas furiosamente e deixando vários rastros de sangue por onde passam. Isso mesmo, com vocês: Os Pássaros!

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A história começa quando Melanie Daniels (Tippi Hedren), encontra com Mitch Brenner, um homem que quer comprar um par de lovebirds ou agapornis (como conhecidos aqui no Brasil) para o aniversário de sua irmã caçula, em uma loja de aves em São Francisco. Ele reconhece Melanie de um encontro anterior, mas ela não se lembra dele, então, como uma brincadeira, ele finge confundi-la com uma vendedora e ela cai na pegadinha: por educação, o atende como se fosse uma funcionária do local. Ela mostra a loja e os tipos de aves totalmente atrapalhada e insegura (afinal ela não trabalha ali nem é especialista em aves, não é mesmo?) não sabe dizer bem os nomes, nem responder as milhares de perguntas que ele faz e quase perde um canário ao tentar vendê-lo para Mitch em troca dos lovebirds (já que esses não possuíam na loja). Mitch faz um trocadilho quando pega o passarinho que Melanie deixou escapar dizendo o nome dela e então, ela percebe o que aconteceu e acorda pra vida.  “Como fui trouxa” – pensou Melanie – “Mas não me permitirei ser feita de trouxa outra vez”.

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Babadook: O terror familiar

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Temendo começar com uma frase clichê, desde pequena eu sempre tive medo de filmes de terror. Não era coisa pouca — na 5ª série, um amigo me contou a trama de O Chamado e eu não dormi por três dias. Não precisei nem ver o filme pra ficar morrendo de medo. Era medo de tudo: fantasma, lobisomem, espírito, vampiro, boneca, gente morta, qualquer coisa dessas. Ficava sem dormir por muito pouco, e demorava a esquecer as cenas de terror, quando as via.

Pra ser bem honesta, fui ver Senhor dos Anéis e fiquei sem dormir por causa do Gollum uns outros dois dias.

Pouco a pouco, fui superando esse medo do terror. Começou com Supernatural, e logo, já estava ficando viciada. Ainda tem alguns que me assustam muito – principalmente os com espíritos – mas comecei a apreciar o gênero pouco a pouco. Assisti muitos filmes clássicos e também os novos nos últimos anos, mas nenhum deles foi uma experiência como eu tive com Babadook.

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