11 motivos para vibrar com o financiamento coletivo

Apoios coletivos, crowdfundings, vaquinhas online, etc. São todos nomes que vêm se tornado mais correntes na cena da produção cultural, entre outros âmbitos. Apesar de não ser nenhuma especialista no assunto, decidi abordar, nessa sexta livre-leve-e-solta– doida pra beijar na boca, um pouquinho das minhas experiências positivas com os financiamentos coletivos na internet enquanto consumidora (já que nunca fui responsável por criar algum projeto do tipo).

A ideia básica dos financiamentos coletivos é muito simples. Aquela velha vaquinha que faz dar certo o churrasco, o aniversário surpresa das amigas, a produção de um zine caseiro por um grupo de estudantes, entre outras coisas, só que elevada a uma coletividade bem maior e com projetos bem mais ambiciosos. No âmbito do financiamento coletivo online, no lugar do churrasco temos o início de uma empresa, do aniversário temos uma tecnologia inovadora, da zine caseira temos uma série de quadrinhos. As possibilidades de uso do financiamento coletivo são imensas. E o melhor: dão certo.

Acredito que essa modalidade abriu muitas portas para diversas produções culturais que provavelmente não conseguiriam outra forma de patrocínio. O mercado, no geral, não é essa coisa tão bonita que dá oportunidades para todos se realmente se esforçarem, oferece diversas opções para todo tipo de consumidor ou coisa do tipo.

Na realidade, focando aqui no debate de cultura, o mercado é extremamente excludente. Afinal, vai procurar lucrar com a cultura e, quando se quer lucrar, se procura aquilo que é mais seguro, ou seja, o que reproduza o status quo. Então são deixadas de lado produções diferentes, mais preocupadas com a diversidade, a representatividade, com estilos mais questionadores e críticos, ou mesmo produções que não sejam tão diferentes do comum mas que sejam realizadas por sujeitos marginalizados por seu gênero, raça, região, classe e afins.

Nesse sentido, acredito que a tal da vaquinha online pode driblar essas preferências “lucrativas” e proporcionar que outros tipos de produções culturais sejam bem sucedidos. Claro que nem todos os financiamentos que dão certo são assim tão descolados e legais, mas muitos o são e é isso que temos que valorizar.

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