Aprendendo a ser forte com crianças e foguetes: A beleza e inocência de Vejo você no espaço

vejo você no espaço

De vez em quando, gosto de pegar livros infantis pra ler e passar o tempo. É divertido poder voltar, pelo menos por um tempinho, lá pros dez, onze, doze anos e ver como as crianças dessa idade lidam com o mundo e com os seus mistérios. Eu sempre me surpreendo com o quanto a gente pode aprender com esses personagens e com Vejo você no espaço, do Jack Cheng (publicado aqui no Brasil pela Intrínseca), não foi diferente.

Peguei esse livro pra ler porque a capa era bonita e porque, de uns tempos pra cá, ando me interessando por ficção científica e astronomia e essas coisas todas (O último livro que eu li nessa linha foi justamente A longa viagem a um pequeno planeta hostil, da Becky Chambers, publicado aqui no Brasil pela Darkside – e até agora não consegui superar). E também porque parecia um livro infantil divertido com um protagonista não branco, descendente de filipinos.

Qual foi minha surpresa quando abri a primeira página e me deparei com um texto inteiro escrito em forma de gravação. Vejo você no espaço nada mais é do que a junção de todas as gravações que Alex Petroski, um garoto de 11 anos, faz em seu iPod de Ouro contando suas aventuras em um acampamento para fãs de astronomia e as consequências dessa viagem. Continuar lendo

As histórias de Ted Chiang

Em novembro de 2016 eu assisti o filme A Chegada (que já falamos aqui no blog). Como todos que assistiram esse filme, acredito, eu saí do cinema completamente maravilhada com a história que tinha acabado de presenciar e estava pronta pra destrinchar cada detalhe dela. Com isso em mente, pesquisei exaustivamente teorias, entrevistas e tudo que pude achar sobre a obra. E foi então que descobri que A Chegada era baseada num conto escrito por Ted Chiang.

Depois de mais algumas pesquisas vi o que a história havia sido lançada no Brasil pela Editora Intrínseca, junto com outros contos do autor, numa coletânea intitulada História da sua vida e outros contos. E é sobre este livro incrível que eu vou falar hoje.

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Aniquilação: a Ficção Científica em seu melhor

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Confesso primeiramente que comecei a ler Aniquilação de Jeff Vandermeer porque vai sair um filme com a Natalie Portman e a Gina Rodriguez em 2017. Em segundo lugar confesso que peguei para ler para atualizar a meta de leitura no goodreads: o livro tem 190 páginas, relativamente curto para o meu padrão usual de leituras de mais de 400 páginas. Eu estava atrasada, e queria voltar a ficar em dia.

Quando comecei a ler Aniquilação no ônibus, não estava esperando ficar com arrepios e não conseguir dormir de noite. Fui sem ler a sinopse, e aqui fica a terceira confissão da minha leitura: comprei o livro porque a capa era bonita. Mas olhem pra elas: elas são lindas! Quem não compraria esse livro? Já sabia que era ficção científica, um gênero que se encontra meio morto se comparado com fantasia hoje em dia, mas era praticamente a única informação que eu tinha antes de abrir o livro.

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