But Milk is Important é um curta de animação de aquecer o coração

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No post de hoje, trago uma indicação que pode alegrar os corações daqueles que gostam de animação, em especial, curtas. But Milk Is Important (Mas Leite é Importante) é um curta de animação stop motion de  Eirik Grønmo Bjørnsen e Anna Mantzaris.

O curta é extremamente visual e trabalhado nos detalhes, apesar de ter algumas pouquíssimas falas, é basicamente uma narrativa silenciosa, inquieta, levemente humorada e simpática que acompanha um protagonista com ansiedade social. Continuar lendo

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A HQ Alho Poró, da Bianca Pinheiro

No post de hoje, eu venho falar sobre uma HQ de uma quadrinista que eu já falei aqui. Alho Poró da Bianca Pinheiro é seu quadrinho mais recente e foi publicado de forma independente por financiamento coletivo no Catarse. Caso você não conheça, a Mamá já falou sobre o Catarse aqui nesse post. Muitos quadrinhos independentes são publicados por financiamento no Catarse, então fica de olho nos nossos posts sobre quadrinhos brasileiros que muitos vieram de lá também.

Como eu já disse, essa não é a primeira vez que falo de algo produzido pela Bianca. No ano de estreia do blog e do nosso especial, o Pavê Trevoso, eu fiz uma resenha de Dora.

Quando eu li Dora, li sem expectativa nenhuma e me deixei levar pela tensão, suspense e a dúvida. Aproveitei a história conforme a narrativa ia se desenrolando e se desenvolvendo. Me prendeu de início ao fim e terminei a leitura completamente admirada pela inteligência de quadrinista da Bianca e pelo trabalho de uma qualidade excelente.

Dito isso, já sabia que seria mais dura lendo Alho Poró, esperando o tipo de jogo entre narrativa x visual que juntos formam uma combinação em que você não consegue parar de ler, totalmente envolvido na leitura. E felizmente, posso afirmar que isso não deixou de acontecer. Alho Poró me prendeu de início ao fim e ouso dizer que me deixou mais intrigada e curiosa para saber o que ia acontecer ainda mais do que em Dora.

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5 motivos para amar Cinderella (1997)!

Todo mundo deve conhecer a história da Cinderela. Um clássico dos clássicos né. É um dos contos de fada que mais tem adaptações cinematográficas, tanto da forma clássica como em releitura moderna. Mas você conhece o Cinderella de 1997?

Descobri esse filme de ouro graças à miga Lorrane e desde que soube da existência dele, não paro de pensar a respeito. É um filme da Disney feito para televisão, então só não é O FILMAÇO que poderia ser por ter um orçamento muito menor do que grandes produções e consequentemente, pouca distribuição também. Mas isso não impede o filme de ser completamente encantador como uma boa história de conto de fadas é.

Bom, essa foto de capa de post sozinha é motivo o suficiente para amar a existência desse filme. Olha essa foto!!! Mas vou falar um pouco sobre esse filme e porque ele é tão incrível. Caso você tenha oportunidade de assisti-lo um dia, por favor, nunca te pedi nada!

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Harriet A Espiã, Nancy Drew o quê? Aqui é Irene Lee, rapá!

 

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Tamanho nem sempre é documento. E quantidade não quer dizer qualidade. E muitas vezes, um bom curta pode ser tão bom quanto (ou até mais) um longa metragem. Hoje trago um curta que é a prova disso, uma história encantadora, com produção impecável e de encher os olhos, com protagonista leste-asiática-americana e com roteiro e direção também. Com vocês, Irene Lee, Girl Detective, dirigido e roteirizado por Yulin Kuang.

Falando de um tipo de filme bem específico e voltado para o público infanto-juvenil, você com certeza já deve ter visto algum assim: crianças protagonistas (brancas) vivendo altas aventuras no seu jardim, sua vizinhança, num dia forte de sol ou até mesmo em casa, sozinhas ou com uma trupe de amigos. Tem inúmeros filmes assim tipo Sessão da Tarde e você deve conhecer pelo menos um – ou vários, porque sério, tem muitos. E ainda assim, é muito difícil encontrar um filme com protagonista mirim não branco, numa narrativa leve, divertida e cheia de aventuras, podendo ser o centro da história ao invés das meninas brancas que vendem limonada na esquina.  Continuar lendo

Você conhece a lenda do Ipupiara? Um conto por H. Pueyo

Se você é desses que adora ouvir histórias cheias de brasilidade, com lendas e criaturas do nosso folclore brasileiro, veio ao lugar certo.

O post de hoje é o conto “Ipupiara”, escrito pela H. Pueyo e publicado na 15ª edição da revista Trasgo – uma revista online trimestral de contos de ficção científica e fantasia, trazendo sempre autores e artistas brasileiros. A Mamá já falou deles nesse post, sobre o projeto de trazer o material em meio físico também.

Para quem está se perguntando quem é Ipupiara, é claro, recomendo muitíssimo a leitura do conto. Mas só para dar uma contextualização, é uma espécie de monstro marinho que fazia parte da mitologia de dos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil no período de colonização. Diz a lenda que ele foi encontrado e morto na capitania de São Vicente. Tanto é, que tem uma estátua lá da figura até hoje. A Sol até já mencionou isso no twitter uma vez.

E que meio mais divertido, intrigante e fascinante conhecer lendas brasileiras por meio de uma história? Em um jeitinho bem brasileiro? O conto do Ipupiara escrito pela H, Pueyo começa com dois homens, Isidoro e Andirá, no período de Brasil-Colônia. Isidoro, um português recém chegado e coletor de impostos, contratou Andirá, cabloco e filho de um bandeirante, para leva-lo ao interior, com o intuito de apadrinhar o filho recém-nascido de uma prima.

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[Descrição da imagem: Ilustração do Ipupiara, com forma humana e o tronco fora da superfície, no meio de um rio com uma cachoeira, rochas e galhos de árvore ao seu redor. Arte por Dante Luiz.]

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Natal com Jane the Virgin (2ª temporada EP 08): sobre tradições, recomeços e família

Bom, sabe especial de natal de série? É disso que eu venho falar hoje. Mas não é um especial super trabalhado em cima do tema de natal o episódio inteiro; também não é um compilado de vários especiais de natal para você curtir (embora é só acompanhar os posts desse ano e do ano passado para descobrir várias recomendações bacanas). E também é um pouco emocional, mas afinal, é disso que se trata o Natal não é mesmo? Onde mora o coração (muuito brega, eu sei, me deixa).

O capítulo trinta (episódio oito da segunda temporada) de Jane The Virgin continua trabalhando em vários aspectos da trama da série – a trama policial sobre Sin Rostro e Mutter, pra causar aquele suspense e intrigas dignos de uma novela; o relacionamento de Jane com o pai do seu filho biológico; a situação de Jane na faculdade e seu progresso de escrita (sim, ela escreve!) e mais algumas tramas paralelas.

Não é um episódio perfeito e as coisas para Jane não estão nem um pouco perto de perfeitas. O episódio apesar de ter algumas cenas de destaque especial com tema natalino, segue adiante com a narrativa da história e não faz nada mirabolante para o episódio – a vida das personagens segue como qualquer outro episódio, mas o espírito vivo do natal e a união entre as mulheres Villanueva brilham como centenas de estrelas no céu.

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Um conto de natal que não é O Conto de Natal!

Chegou dezembro e com ele, é claro: as indicações natalinas! Se você gosta do natal (ou ao menos, das histórias que se passam no natal) e também gosta de histórias, provavelmente você deve ter ao menos uma pequena vontade de ler, assistir ou simplesmente descobrir alguma história nova sobre o natal.

Quem nunca ouviu falar do clássico de Dickens, Um Conto (ou Uma Canção) de Natal? E os filmes bregas de natal (porém que amamos) da Sessão da Tarde? E o especial de natal do Roberto Carlos que mesmo que você não assista, sabe que não pode faltar. Foi nessa onda natalina que eu me peguei procurando novos títulos natalinos para ler/assistir ano passado (inclusive esse ano também) e foi assim que acabei descobrindo O presente dos magos.

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