Adaptar é Sobreviver: a reinterpretação de livros em mídias diferentes

Semana passada lançou na Netflix um dos filmes mais aguardados do ano para mim — Annihilation. Se você acompanhou o blog, eu falei um pouco sobre o livro ano passado, e como eu adorei a maneira que o autor desenvolveu a história. Não sabia como iria ficar o conteúdo final do filme, ou como o diretor ia explorar os temas da mesma maneira evocativa que fez o livro.

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#pracegover: imagem do filme Aniquilação, com as cinco protagonistas de costas prestes a entrar em uma barreira que parece uma bolha de sabão.

O resultado foi que o filme, em trama, não tem nada a ver com o livro. Apesar de começar com a mesma premissa (uma bióloga que se voluntaria para uma missão perigosa na área X), o filme vai em uma direção completamente diferente. E no entanto, ao terminar de ver o filme, senti que ainda assim Alex Garland conseguiu passar a mesma mensagem que o livro trouxe, e explorar o mesmo tema de maneiras completamente diferentes.

E então me fiz a pergunta: o que exatamente faz uma boa adaptação?

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Parks & Recreation: um sitcom amorzinho

screen-shot-2015-09-01-at-2-59-57-pmEssa semana oficialmente resolvi me dar férias e não trabalhar em absolutamente nada (a não ser esse post do pavê). Já faz alguns anos da última vez que consegui fazer isso (risos), então eu mal lembrava a sensação de não estar trabalhando em alguma coisa. E para relaxar, eu precisava ver uma série que me fizesse sentir bem.

Comecei Parks & Recreation, e não estou arrependida de forma alguma.

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5 Séries YA pra você ler esse ano (que já foram terminadas)

Uma das minhas resoluções de ano novo no ano passado era finalmente voltar a terminar de ler as milhões de séries que eu comecei nos últimos anos. Na minha estante, tinha séries paradas desde 2010, séries esquecidas no churrasco e completamente deixadas de lado.

Infelizmente, a resolução não deu certo no ano passado mas está dando certo esse ano sim. E apesar de alguns tropeções, de achar séries que anos depois ficaram meio ruins, ainda tem algumas séries boas que valem a pena retornar pra ler.

Vem conferir!

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A humanização dos monstros

Estava sem ideia para um post essa semana então resolvi entrar em um dos meus assuntos favoritos: vilões. Eu sou facilmente uma daquelas pessoas que torce mais pro vilão do que o mocinho na maioria dos filmes, e que fica desapontada quando não é dada a devida atenção aos vilões de uma narrativa (estou olhando pra você, Marvel). O fato é que vilões sempre me interessaram, talvez da primeira vez que assisti Star Wars com uns quatro anos e o Darth Vader apareceu, e acho que é importante discutir porquê.

“Ah mas Laura eu não acredito que você vai defender vilões nesse post!!!”, eu ouço sua indignação vinda do além e cruzando todos os planos metafísicos pra chegar em minhas orelhas.

Alto lá, camarada. Eu não disse defender. Mas eu queria discutir um pouco do porque às vezes nos apegamos mais a eles do que aos mocinhos.

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Os Últimos Jedi e a Reconstrução de um Herói

star-wars-the-last-jedi-imax-poster-m8-1440x900Se você me viu nas últimas semanas, é possível que nós tenhamos parado em um assunto em comum: Star Wars. Se você me viu durante minha vida, isso também é possível —  Star Wars é um dos meus assuntos favoritos e recorrentes, e minha saga favorita de cinema. Então é óbvio que eu estava lá na pré-estreia e prontíssima pra aproveitar cada segundo que o filme fosse me dar.

Enquanto eu amei O Despertar da Força por me trazer uma heroína com um sabre de luz e dar início a nova parte da saga, acho que Os Últimos Jedi me trouxe uma coisa que eu estava aguardando há muito tempo e eu nem sabia. Esse post contém muitos spoilers, então se não viu o filme, não leia o post abaixo.

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Por onde começar a ler Agatha Christie?

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#pracegover: imagem do elenco de Assassinato no Expresso Oriente, incluindo Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Kenneth Brannagh como Poirot, Josh Gad e Daisy Ridley.

Com a recente estreia no cinema de Assassinato no Expresso do Oriente, vi bastante gente se perguntar por onde começar a ler Agatha Christie. O fato é que Agatha Christie é a rainha dos livros de mistérios, tendo escrito mais de oitenta obras durante toda sua carreira.

Agatha Christie só começou a publicar depois dos 30, após sua irmã a ter desafiado e dito que ela não conseguiria escrever um livro sobre assassinato. Pois dito e feito: Agatha levou o desafio tão a sério que deixou uma das obras mais prolíferas para trás, e uma carreira de sucesso. Suas obras foram adaptadas para o cinema, para o rádio e para o teatro, e há pouquíssimas pessoas que não conheçam pelo menos um de seus livros.

Eu sou fã de carteirinha da Senhora Christie, então resolvi escrever esse post com algumas recomendações de livros para os interessados.

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6 YAs de Autores Negros pra colocar no seu radar em 2018

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Nesse mês da Consciência negra, o Pavê está especialmente dedicado a recomendar mais autores negros e também mais cineastas e artistas negros. O post de hoje é para quem gosta de YA — e aqui vai nossas recomendações de livros para ficar de olho no ano que vem.

Sem mais delongas, vamos direto para a lista, que incluem autores de livros young adult nos gêneros mais diversos.

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