Dia de domingo: uma história sobre descobertas

Quando tenho um post de palê para fazer sempre me bate uma dúvida e culpa terrível: nunca sei sobre o que escrever e também fico me sentindo mal por não estar lendo tantos livros — apesar de estar quase batendo a minha meta anual de leitura no Goodreads.

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[Descrição da imagem: Sob um fundo branco, é possível ver um Kindle que mostra uma tela que lê “Dia de Domingo. Olívia Pilar.”]

Com a correria do dia a dia vai ficando cada vez mais difícil ler, principalmente aqueles livros grandes, com mais de 300 páginas, que estão lotando as minhas estantes. Para não perder o hábito da leitura comecei a investir em contos; e hoje quero compartilhar a minha mais nova descoberta, um conto que em poucas páginas aqueceu o meu coração e me fez refletir bastante. O post de hoje é sobre Dia de domingo, de Olívia Pilar.

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Precisamos falar sobre o elenco (problemático) de Supergirl e representação LGBT

Se você é aficionado por cultura pop, sabe que neste fim de semana rolou a Comic Con de San Diego, que é a maior do mundo e parada obrigatória para os elencos das produções mais comentadas do momento.

Chegando agora à sua terceira temporada, o elenco de Supergirl já é presença confirmada no evento e o que nós, fãs da série, esperávamos eram detalhes sobre a nova temporada, interações com outros atores e momentos fofos entre o elenco. Mas ao invés disso, o que recebemos do elenco de Supergirl foi homofobia.

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[Descrição da imagem: Numa cena da série Supergirl, Kara Danvers (Melissa Benoist) e Lena Luthor (Katie McGrath) se olham.]

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Gênero, sexo e não-binário: um FAQ.

De uns tempos pra cá, temos visto uma mudança em como as pessoas usam os rótulos pra se expressar. Antes você era gay ou hétero, mas hoje em dia fala-se mais sobre bi e pansexualidade. E não só quando o assunto é orientação sexual nós vemos essa criação de novas formas de expressar coisas que antes não tínhamos como (porque, sejamos honestos, não é que pessoas bi não existissem antigamente, elas simplesmente não tinham essa palavra pra usar e se expressar). E é aí que entram os gêneros não-binários. E aqui eu vou dar uma luz nesse assunto que vem sido bastante comentado nesses últimos tempos. Mas antes, vamos aprender alguns termos essenciais pra esse post: identidade de gênero, expressão de gênero e sexo designado ao nascer. Pra facilitar a explicação, vamos usar o unicórnio do gênero!

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Para cego ver: do lado esquerdo da imagem há um unicórnio roxo sobre as duas pernas traseiras, pensando em um arco-íris. Ele apresenta dois corações, um laranja e um vermelho, representando atração sexual e romântica e entre suas pernas aparece um pedaço de DNA. Envolvendo o seu lado esquerdo há bolinhas verdes. Do lado esquerdo há uma lista dividida em cinco. A primeira divisão diz identidade de gênero, representada por um arco-íris, e em baixo há três setas que dizem feminina, masculina e outros gêneros. A segunda divisão diz expressão de gênero, representada pelas bolinhas verde, e em baixo há três setas que também dizem feminina, masculina e outros. A divisão seguinte é a de sexo designado ao nascer, representado pelo pedaço de DNA, e com três bolinhas que dizem feminina, masculina e outros/ intersexo. A atração sexual, representada pelo coração laranja, e a atração romântica estão nas duas últimas linhas e as suas setas dizem feminilidade, masculinidade e nenhuma/ outra expressão. Fonte da imagem: http://www.transstudent.org/gender.

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The Abyss Surrounds Us: Sci-fi indie de primeira

O mês do orgulho LGBT está aqui, e como tal, não podia deixar de indicar uma das minhas leituras favoritas dos últimos tempos. Foi difícil escolher sobre qual livro eu ia falar, mas no fim nem precisei pensar muito: The Abyss Surrounds Us, da Emily Skrutskie, ganhou meu coração desde a primeira página.

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The Abyss Surrounds Us é uma história futurística que se passa em um mundo onde o aquecimento global é muito real e praticamente alagou metade das terras do planeta. Devido ao estranho clima e ao novo confinamento de terras, é preciso retomar um velho conhecido da humanidade – a navegação. Mas assim como as nações tem seus navios, os piratas também os têm, e como no passado, são eles que dominam os mares.

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4 webcomics pra começar o mês do Orgulho LGBT

Junho é o mês do orgulho LGBT. Aqui no Pavê a gente tá sempre falando sobre a importância de representação e diversidade, então é óbvio que um mês com uma relevância tão grande quanto esse não podia passar batido. É por isso que eu trago aqui 4 webcomics que apresentam uma variedade de personagens LGBT! Infelizmente eu só conheço em inglês, mas fica aberto o pedido para recomendações de webcomics brs!

Rainbow or Pride Flag

Pra cego ver: imagem da bandeira do orgulho LGBT.

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#desafiopave: O Enterro das Minhas Ex

#desafiopave - O Enterro das Minhas Ex 1

[Descrição da imagem]: Parte da capa do quadrinho, com o nome da autora acima, Gauthier, e centralmente o título da obra, O Enterro das Minhas Ex, tendo ao redor algumas folhas caindo.

Acompanhar uma parte da vida de Charlotte foi uma experiência breve e deliciosa, proporcionada por O Enterro das Minhas Ex. Entre a protagonsita e eu, identifiquei algumas coisas em comum, um dos motivos que fez a leitura desse quadrinho ter sido tão agradável. A história, da autora Anne-Charlotte Gauthier (com tradução de Fernando Scheibe e publicada pela Editora Nemo), trata do crescimento e amadurecimento de Charlotte, utilizando para tal seus encontros com meninas que foram paixonites, crushs, amores da vida etc.

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