Os contos de romance da Olívia Pilar

olívia pilarDepois de indicar O Senhor do Vento lá no começo do ano (e dar uns motivos pra começar a ler contos), eu voltei com mais duas histórias curtinhas mas nem por isso menos incríveis pra vocês! Do que eu tô falando? De Entre Estantes e Tempo ao Tempo, da Olívia Pilar!

Os dois contos foram publicados de forma independente pela Olívia lá na Amazon (mas é aquela história – se você não tem um kindle, o e-reader da Amazon, tudo bem, porque dá pra baixar o aplicativo no seu celular ou tablet e ler por lá mesmo). Além das capas fofíssimas e das poucas páginas (ou seja, você lê num piscar de olhos e fica apaixonado pelo resto do dia), o que os dois contos têm em comum (e que são muito bem trabalhados, por sinal) são protagonistas negras e seus relacionamentos com outras meninas – sejam elas a garota da biblioteca da faculdade ou a melhor amiga da infância. Continuar lendo

#desafiopave: Black Silence, ficção científica brasileira em quadrinhos

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[Descrição da imagem: Foto da capa do quadrinho. Na capa, há a imagem de uma mulher negra e cabelo branco na altura do pescoço, estando de perfil e com uma expressão severa. Ao redor, a imagem lembra o espaço sideral, com algumas partes de um triângulo preto surgindo por trás dela. Acima, o título, “Black Silence”, e abaixo, o nome da altura, “Mary Cagnin”. Ao lado, a foto de um marca-texto com a mesma imagem da mulher.]

Na nossa listinha de quadrinhos, o escolhido para fevereiro deveria ser uma ficção científica (escrita por autora mulher, como todos os quadrinhos da lista). E assim chegamos a Black Silence, história em quadrinhos publicada de forma independente em 2016, da autora Mary Cagnin, que utilizou financiamento coletivo no Cartase para tanto (pausa para declarar meu amor pelas obras que os financiamentos coletivos nos proporcionam!).

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#desafiopavê: Estrela Kaingáng, a lenda do primeiro pajé

Hoje é dia de #DesafioPavê e nós vamos falar sobre o livro escolhido para o mês de fevereiro, cujo tema era literatura indígena – e aqui estamos falando de livros sobre indígenas e escritos por indígenas, então todos aqueles romances indianistas que estudamos no colégio como O Guarani, Iracema e Moema estavam fora da competição.

A obra escolhida foi Estrela Kaingáng, da Vãngri Kaingáng, publicada pela Editora Biruta. O livro tem 32 páginas, então aviso logo que é difícil falar dele sem soltar spoiler, mas, em minha defesa, o tema do livro é uma lenda (que todos nós deveríamos saber se as escolas ensinassem a história dos povos indígenas) então não tem uma reviravolta que um spoiler possa estragar. Agora que estão todos avisados, vamos lá!

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[Descrição da imagem: foto do livro Estrela Kaingáng, em que na capa vemos uma ilustração de um céu estralado com o título na frente, e um enfeite de uma planta ao lado do livro.]

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Vitória não é uma história qualquer

E falo sério. Não porque a história é uma ficção: não é. Não porque compõe um clichê: tudo menos isso! E sim porque essa história acontece, mas não com os papéis que você tá acostumado a ver na novela, livros ou até no seu dia a dia depois de ouvir aquela fofoquinha de bar.

Vitória, obra de de Giovanni Arceno, conta sobre Vitória e Danilo. Dois jovens adultos que depois de uma transa por pura diversão, descobrem que vão ser pais. Sem amor nenhum entre eles, não sabem o que será dessa criança, como funcionará as suas rotinas envolvendo trabalho e mesclando com um pouco de sonho do que eles querem realizar ainda futuramente em suas vidas. Eis então que ela decide que irá praticar aborto, mesmo que ilegalmente, e busca ajuda de Danilo, que não é um jovem pra lá de decidido, o contrário dela, que quando coloca uma ideia na cabeça, não há quem pudesse fazê-la mudar de ideia.

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