A licantropia violenta de Bitten e sua protagonista diferentona

Quem me conhece (ou já leu alguns dos meus posts) sabe que eu sou a louca dos lobisomens. Nada de vampiros, tão famosos alguns anos atrás, ou zumbis, essa coisa insana que todo mundo ama mas que, confesso, nunca entendi (e que também é uma das poucas coisas fantásticas que me dá medo de verdade). Meu negócio é lobisomem. E na minha constante busca por histórias com lobisomens um tempo atrás, eu reencontrei Bitten.

Meu primeiro contato com Bitten se deu lá em meados de 2014, mas esse ano, depois de relembrar que essa série existia, resolvi reassistir os episódios que já tinha visto e terminar as três temporadas – afinal, não é sempre que a gente encontra seriados inteiros dedicados a lobisomens, não é mesmo? Muito menos colocando uma mulher como personagem principal.

Mas o que é Bitten, afinal de contas? Lançada em janeiro de 2014, a série acompanha Elena Michaels (Laura Vandervoort), uma fotógrafa de 28 anos que mora em Toronto, divide um apartamento com o namorado e, bem, é uma lobisomem. Acontece que Elena é a única mulher lobisomem de que se tem notícia, tendo sido a única a sobreviver a mordida. Mas nem mesmo essa posição tão única (porque, aparentemente, licantropia só funciona em homem – o pior trope de que já tive notícias nessa vida) consegue fazê-la se sentir em casa juntamente com os outros lobisomens em Stonehaven.

bitten

Descrição da imagem: Um grupo de pessoas posa em uma sala abastada, olhando para a câmera.

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Os lobisomens do cinema contemporâneo

lobisomes

Cresci indo visitar minha tia nos feriados e finais de semana. Morando em outra cidade, na roça, ela sempre tinha uma história ou outra sobre o cemitério local, causos de onça e corpos secos – uma criatura típica do interior. Apesar do medo, eu curtia ouvir os contos e sempre me animava quando outra pessoa tinha uma nova história para contar – nem que fosse para dar risada da situação toda. Mas a história mudava um pouco de figura quando a gente tinha que ir da Igreja pra casa dela no escuro, à luz de lanternas com pouca pilha, ou quando eu acordava no meio da noite, deitada na cama de baixo da beliche, e ouvia os cachorros correndo e uivando do lado de fora da casa.

Nessas horas, uma só palavra passava pela minha cabeça: Lobisomem. Continuar lendo