O Rapaz e o Monstro é uma história sobre família e humanidade

Eu já falei sobre duas animações do Mamoru Hosoda nesse post e prometi que em breve falaríamos também sobre os outros filmes do diretor e, como prometido, hoje vamos falar sobre O Rapaz e o Monstro (The Boy and the Monster), o longa mais recente do diretor, que estreou no Japão em 2015, e conta a história de Kyuta, um menino órfão que vai parar em um mundo paralelo habitado por monstros, e acaba virando o pupilo de Kumatetso, um dos mestres em artes marciais que é renegado pelos outros monstros. Juntos, eles aprendem que as diferenças são boas e que nem todas as famílias são tradicionais.

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Dois filmes de Mamoru Hosoda

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Mamoru Hosoda é um diretor de animações que caiu nas graças do público – e dos estúdios – por produções como One Piece e Digimon. Ele trabalhou em grandes estúdios como a Madhouse e a Toei Animation. Hosoda até mesmo foi contratado pelo Estúdio Ghibli para trabalhar na produção de Howl’s Moving Castle, mas não chegou a participar efetivamente da produção do longa por não apresentar um conceito de arte aprovado pelos produtores. Na verdade isso não surpreende, já que o estilo das animações do diretor não são nem um pouco parecidos com aqueles apresentado pelo estúdio. Apesar da falta de compatibilidade de estilo com o Estúdio Ghibli, Hosoda ainda é um dos diretores mais competentes da atualidade, ele é também o responsável por algumas das minhas animações favoritas.

Apesar de ter assistido Digimon e One Piece quando eu era criança, eu só entrei em contato com os filmes dele de verdade quando uma amiga me indicou uma das animações preferidas dela, Guerras de Verão (2009). Depois disso eu acabei assistindo A Garota Que Conquistou o Tempo (2006) e As Crianças Lobo (2012). Decidi ficar de olho em qualquer eventual produção de Hosoda e, recentemente ele lançou o longa de animação O Rapaz e o Monstro (2015) que mostrou-se tão maravilhoso quanto os demais filmes do diretor.

Cada uma dessas animações me encantou de maneira diferente, mas com algo incomum: os personagens complexos, as relações bem desenvolvidas, as tramas envolventes e dinâmicas, e a arte encantadora. O trabalho do Hosoda é tão encantador que nós não poderíamos deixar de falar dele aqui no Pavê. Mas esse post é apenas sobre os dois primeiros filmes citados, A Garota Que Conquistou o Tempo e Guerras de Verão. Mas não se desespere, pequeno gafanhoto, ainda pretendemos escrever um post para os outros dois.

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