Os lobisomens do cinema contemporâneo

lobisomes

Cresci indo visitar minha tia nos feriados e finais de semana. Morando em outra cidade, na roça, ela sempre tinha uma história ou outra sobre o cemitério local, causos de onça e corpos secos – uma criatura típica do interior. Apesar do medo, eu curtia ouvir os contos e sempre me animava quando outra pessoa tinha uma nova história para contar – nem que fosse para dar risada da situação toda. Mas a história mudava um pouco de figura quando a gente tinha que ir da Igreja pra casa dela no escuro, à luz de lanternas com pouca pilha, ou quando eu acordava no meio da noite, deitada na cama de baixo da beliche, e ouvia os cachorros correndo e uivando do lado de fora da casa.

Nessas horas, uma só palavra passava pela minha cabeça: Lobisomem. Continuar lendo