Adaptar é Sobreviver: a reinterpretação de livros em mídias diferentes

Semana passada lançou na Netflix um dos filmes mais aguardados do ano para mim — Annihilation. Se você acompanhou o blog, eu falei um pouco sobre o livro ano passado, e como eu adorei a maneira que o autor desenvolveu a história. Não sabia como iria ficar o conteúdo final do filme, ou como o diretor ia explorar os temas da mesma maneira evocativa que fez o livro.

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#pracegover: imagem do filme Aniquilação, com as cinco protagonistas de costas prestes a entrar em uma barreira que parece uma bolha de sabão.

O resultado foi que o filme, em trama, não tem nada a ver com o livro. Apesar de começar com a mesma premissa (uma bióloga que se voluntaria para uma missão perigosa na área X), o filme vai em uma direção completamente diferente. E no entanto, ao terminar de ver o filme, senti que ainda assim Alex Garland conseguiu passar a mesma mensagem que o livro trouxe, e explorar o mesmo tema de maneiras completamente diferentes.

E então me fiz a pergunta: o que exatamente faz uma boa adaptação?

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Pavê de Vó: Orgulho & Preconceito, o romance primordial

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Ok, gente. Eu sei que todo mundo já viu Orgulho & Preconceito. Pelo menos umas duas vezes, se não mais, se não literalmente todas as versões possíveis desse romance em uma maratona sem fim do casal romântico favorito de todos os tempos.

Orgulho & Preconceito é nostálgico, mas também não é. Eu já era um pouco mais velha quando li pela primeira vez, com treze anos, mas foi o suficiente para eu saber que esse livro mudaria minha vida, e que ele sempre vai ser aquela leitura confortável ao qual eu retorno quando o mundo é triste e cruel.

Sinceramente, tenho histórico de família. Também é um dos livros favoritos da minha mãe. Lembro que em 2008, quando fiquei doente e passei o dia inteiro em casa, ela me deu a lição de casa de ver a série inteira da BBC (culpo esse fatídico dia do meu eterno crush no Colin Firth). Então aqui eu vou falar mais um pouquinho sobre esse livro e sobre as adaptações maravilhosas que ele gerou.

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Pavê Mix: Jane Austen

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Jane Austen nasceu em 16 de Dezembro de 1775, há exatos 241 anos. Ela foi, e ainda é, uma das mulheres mais importantes da literatura. Suas obras criticaram abertamente a sociedade em que ela viveu; suas protagonistas irônicas e de personalidades fortes mostraram que as mulheres podem ser inteligentes, independentes e donas de si. Tudo isso em uma época em que poucas delas podiam ousar escrever.

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