Adaptar é Sobreviver: a reinterpretação de livros em mídias diferentes

Semana passada lançou na Netflix um dos filmes mais aguardados do ano para mim — Annihilation. Se você acompanhou o blog, eu falei um pouco sobre o livro ano passado, e como eu adorei a maneira que o autor desenvolveu a história. Não sabia como iria ficar o conteúdo final do filme, ou como o diretor ia explorar os temas da mesma maneira evocativa que fez o livro.

annihilation-review

#pracegover: imagem do filme Aniquilação, com as cinco protagonistas de costas prestes a entrar em uma barreira que parece uma bolha de sabão.

O resultado foi que o filme, em trama, não tem nada a ver com o livro. Apesar de começar com a mesma premissa (uma bióloga que se voluntaria para uma missão perigosa na área X), o filme vai em uma direção completamente diferente. E no entanto, ao terminar de ver o filme, senti que ainda assim Alex Garland conseguiu passar a mesma mensagem que o livro trouxe, e explorar o mesmo tema de maneiras completamente diferentes.

E então me fiz a pergunta: o que exatamente faz uma boa adaptação?

Continuar lendo

Os Últimos Jedi e a Reconstrução de um Herói

star-wars-the-last-jedi-imax-poster-m8-1440x900Se você me viu nas últimas semanas, é possível que nós tenhamos parado em um assunto em comum: Star Wars. Se você me viu durante minha vida, isso também é possível —  Star Wars é um dos meus assuntos favoritos e recorrentes, e minha saga favorita de cinema. Então é óbvio que eu estava lá na pré-estreia e prontíssima pra aproveitar cada segundo que o filme fosse me dar.

Enquanto eu amei O Despertar da Força por me trazer uma heroína com um sabre de luz e dar início a nova parte da saga, acho que Os Últimos Jedi me trouxe uma coisa que eu estava aguardando há muito tempo e eu nem sabia. Esse post contém muitos spoilers, então se não viu o filme, não leia o post abaixo.

Continuar lendo