Frankenstein, a primeira obra do gênero literário ficção científica

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[Descrição da imagem: Uma pilha de dois livros com a coletânea com as obras Frankenstein, O Médico e o Monstro e Drácula, da editora Martin Claret; acima, edição de Frankenstein da editora Zahar e um crânio decorativo.]

Nada melhor do que trazer ao nosso Pavê Trevoso um dos maiores e mais tradicionais nomes do terror mundial. Por isso, no post de hoje, refletimos sobre Frankenstein, sua importância não apenas para a literatura mundial como também para a cultura pop e, principalmente, te introduzimos aos seus primórdios. Vem com a gente explorar o famoso conto!
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Fazendo Ana Paz: sobre a formação de um personagem

Você sendo ou não escritor é sempre interessante ler sobre o processo criativo de outros autores. Entender melhor como aquela pessoa desenvolve e elabora suas histórias e personagens acaba sendo uma jornada que para nós, amantes dos livros, incrível de ser percorrida. Hoje vamos falar um pouquinho sobre a obra Fazendo Ana Paz, da Lydia Bojunga, que trata justamente disso.

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Pavê de Vó: Orgulho & Preconceito, o romance primordial

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Ok, gente. Eu sei que todo mundo já viu Orgulho & Preconceito. Pelo menos umas duas vezes, se não mais, se não literalmente todas as versões possíveis desse romance em uma maratona sem fim do casal romântico favorito de todos os tempos.

Orgulho & Preconceito é nostálgico, mas também não é. Eu já era um pouco mais velha quando li pela primeira vez, com treze anos, mas foi o suficiente para eu saber que esse livro mudaria minha vida, e que ele sempre vai ser aquela leitura confortável ao qual eu retorno quando o mundo é triste e cruel.

Sinceramente, tenho histórico de família. Também é um dos livros favoritos da minha mãe. Lembro que em 2008, quando fiquei doente e passei o dia inteiro em casa, ela me deu a lição de casa de ver a série inteira da BBC (culpo esse fatídico dia do meu eterno crush no Colin Firth). Então aqui eu vou falar mais um pouquinho sobre esse livro e sobre as adaptações maravilhosas que ele gerou.

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11 motivos para vibrar com o financiamento coletivo

Apoios coletivos, crowdfundings, vaquinhas online, etc. São todos nomes que vêm se tornado mais correntes na cena da produção cultural, entre outros âmbitos. Apesar de não ser nenhuma especialista no assunto, decidi abordar, nessa sexta livre-leve-e-solta– doida pra beijar na boca, um pouquinho das minhas experiências positivas com os financiamentos coletivos na internet enquanto consumidora (já que nunca fui responsável por criar algum projeto do tipo).

A ideia básica dos financiamentos coletivos é muito simples. Aquela velha vaquinha que faz dar certo o churrasco, o aniversário surpresa das amigas, a produção de um zine caseiro por um grupo de estudantes, entre outras coisas, só que elevada a uma coletividade bem maior e com projetos bem mais ambiciosos. No âmbito do financiamento coletivo online, no lugar do churrasco temos o início de uma empresa, do aniversário temos uma tecnologia inovadora, da zine caseira temos uma série de quadrinhos. As possibilidades de uso do financiamento coletivo são imensas. E o melhor: dão certo.

Acredito que essa modalidade abriu muitas portas para diversas produções culturais que provavelmente não conseguiriam outra forma de patrocínio. O mercado, no geral, não é essa coisa tão bonita que dá oportunidades para todos se realmente se esforçarem, oferece diversas opções para todo tipo de consumidor ou coisa do tipo.

Na realidade, focando aqui no debate de cultura, o mercado é extremamente excludente. Afinal, vai procurar lucrar com a cultura e, quando se quer lucrar, se procura aquilo que é mais seguro, ou seja, o que reproduza o status quo. Então são deixadas de lado produções diferentes, mais preocupadas com a diversidade, a representatividade, com estilos mais questionadores e críticos, ou mesmo produções que não sejam tão diferentes do comum mas que sejam realizadas por sujeitos marginalizados por seu gênero, raça, região, classe e afins.

Nesse sentido, acredito que a tal da vaquinha online pode driblar essas preferências “lucrativas” e proporcionar que outros tipos de produções culturais sejam bem sucedidos. Claro que nem todos os financiamentos que dão certo são assim tão descolados e legais, mas muitos o são e é isso que temos que valorizar.

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10 livros incríveis para você conhecer a cultura steampunk

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[Descrição da imagem em destaque: Ilustração digital em tons terrosos de uma cidade steampunk semelhante a Londres, com construções referenciando um cenário futurista.]

Faz algum tempo que venho querendo escrever mais posts sobre ficção científica e fantasia aqui para o blog, especialmente palês com muitas recomendações literárias dentro desses dois temas. Além de dois gêneros altamente presentes na cultura pop, se não os principais, a ficção científica e a fantasia trazem consigo submundos extraordinários que integram seus universos.

Entretanto, esses subgêneros chegam até  a ser pouco reconhecidos, já que nem sempre recebem na cultura pop o mesmo nível de atenção que conteúdos mainstream (algo comercializado com um imenso sucesso). É o caso do steampunk, gênero do qual tive conhecimento através de autores como Mary Shelley e Júlio Verne e sobre o qual falaremos nesse post. Vem com a gente descobrir essa cultura!
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Rupi Kaur e sua poesia

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Você já deve ter ouvido falar dela – escritora e artista, a imigrante indiana que vive no Canadá desde os cinco anos de idade, Rupi Kaur é conhecida por seus poemas e pela famosa fotografia que foi deletada pelo instagram por retratar uma mulher menstruada. Seu primeiro livro de poesia, “Milk and Honey”, foi publicado em 2014 e, desde essa época, tem causado rebuliço na internet. Lançado recentemente no Brasil como “Outros jeitos de usar a boca”, o livro trata de diversos temas, como violência, abuso, empoderamento feminino, sororidade e, é claro, amor. Tudo sob um ponto de vista sensível e ao mesmo tempo cru.

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A pirataria no mundo literário (e porque ela é muito prejudicial)

Vou começar esse post com uns avisos prévios.

O primeiro aviso é que vai ser longo. Vou incluir estudos/links e afins pra quem quiser se aprofundar no assunto e se jogar. O segundo aviso é que eu não estou aqui pra condenar ninguém – apenas para informar mais sobre o fenômeno da pirataria nos livros, e todas as causas e consequências.

(Sim, vai ser tipo uma tese, então pegue um café, um sanduíche e venha com a gente).

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