Gênero, sexo e não-binário: um FAQ.

De uns tempos pra cá, temos visto uma mudança em como as pessoas usam os rótulos pra se expressar. Antes você era gay ou hétero, mas hoje em dia fala-se mais sobre bi e pansexualidade. E não só quando o assunto é orientação sexual nós vemos essa criação de novas formas de expressar coisas que antes não tínhamos como (porque, sejamos honestos, não é que pessoas bi não existissem antigamente, elas simplesmente não tinham essa palavra pra usar e se expressar). E é aí que entram os gêneros não-binários. E aqui eu vou dar uma luz nesse assunto que vem sido bastante comentado nesses últimos tempos. Mas antes, vamos aprender alguns termos essenciais pra esse post: identidade de gênero, expressão de gênero e sexo designado ao nascer. Pra facilitar a explicação, vamos usar o unicórnio do gênero!

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Para cego ver: do lado esquerdo da imagem há um unicórnio roxo sobre as duas pernas traseiras, pensando em um arco-íris. Ele apresenta dois corações, um laranja e um vermelho, representando atração sexual e romântica e entre suas pernas aparece um pedaço de DNA. Envolvendo o seu lado esquerdo há bolinhas verdes. Do lado esquerdo há uma lista dividida em cinco. A primeira divisão diz identidade de gênero, representada por um arco-íris, e em baixo há três setas que dizem feminina, masculina e outros gêneros. A segunda divisão diz expressão de gênero, representada pelas bolinhas verde, e em baixo há três setas que também dizem feminina, masculina e outros. A divisão seguinte é a de sexo designado ao nascer, representado pelo pedaço de DNA, e com três bolinhas que dizem feminina, masculina e outros/ intersexo. A atração sexual, representada pelo coração laranja, e a atração romântica estão nas duas últimas linhas e as suas setas dizem feminilidade, masculinidade e nenhuma/ outra expressão. Fonte da imagem: http://www.transstudent.org/gender.

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4 webcomics pra começar o mês do Orgulho LGBT

Junho é o mês do orgulho LGBT. Aqui no Pavê a gente tá sempre falando sobre a importância de representação e diversidade, então é óbvio que um mês com uma relevância tão grande quanto esse não podia passar batido. É por isso que eu trago aqui 4 webcomics que apresentam uma variedade de personagens LGBT! Infelizmente eu só conheço em inglês, mas fica aberto o pedido para recomendações de webcomics brs!

Rainbow or Pride Flag

Pra cego ver: imagem da bandeira do orgulho LGBT.

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Pavê de Vó: Lilo & Stitch e o significado de família

A essa altura é irrelevante eu falar que tenho uma paixão por animação, mas vou falar mesmo assim: eu amo desenhos. Amo mesmo. E óbvio que como fã de carteirinha dessa arte, eu tenho meu filme favorito da Disney, que vai ser o assunto do texto de hoje.

Lilo & Stitch conta a história de Lilo, uma menina de 6 anos que vive com sua irmã, Nani, em Kauaʻi, uma ilha do Havaí. Um dia, após ser visitada pelo agente social Cobra Bubbles, Nani leva Lilo para adotar um cachorro, e lá elas se encontram com Stitch. O único porém é: Stitch não é um cachorro, e sim um alienígena fugitivo ilegal criado pelo Dr. Jumba, cuja única função é destruir. O filme acompanha Lilo e Nani se ajustando à vida com Stitch. Mas vamos analisar outras coisas do filme.

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[Descrição da imagem: Cena de Lilo & Stitch em que vemos uma foto de todos os personagens reunidos em torno de uma mesa  comendo e conversando.]

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8 jogos e suas incríveis mulheres para esse 8 de Março

O post de hoje é, de certa forma, pretensioso. Primeiro, começa pelo fato de estar sendo escrito a quatro mãos, as de Paulo e Marina. Depois, ainda buscamos inseri-lo no contexto desse mês, no qual os movimentos se organizam para pautar com mais força a questão da luta das mulheres, considerando o 8 de Março, Dia Internacional da [Luta] das Mulheres. Para completar, ainda tem como tema a representatividade feminina no mundo dos jogos. Mas nos desafiamos a realizar esse texto e cá estamos!

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[Descrição de imagem: Lara Croft na frente, encarando a câmera, com o corpo e a roupa toda suja. Ao fundo vemos um pouco da paisagem do lugar embaçada, com várias casas.

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6 Jogos Indies Para Dar Aquela Famosa Chance

Eu sempre gostei de uma boa história, seja ela na forma de um filme, um livro, uma série ou um jogo. Se os personagens, o plot e o mundo criados são interessantes, existe uma grande chance de eu me interessar. E é por isso que eu tenho uma paixão tão grande por jogos: existem tantos que exploram coisas que nós nunca imaginamos, e, com a evolução da tecnologia, a qualidade deles só tende a aumentar.

Claro, existem empresas de jogos (oi, EA) que só querem lucrar e acabam despejando centenas de jogos de má qualidade por aí. Mas é aí que entram as empresas indie. Assim como tudo que é indie, a maioria dessas empresas é pequena e conta com pouco apoio para lançar seus produtos, mas via de regra produz coisas maravilhosas e que não são tão apreciadas quanto deveriam. Aqui separei 6 jogos indie que me tocaram e me fazem retornar a eles de tempos em tempo.

Obs.: os jogos nessa lista são escolhas totalmente pessoais e representam somente a minha opinião.

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Repeteco: uma nova chance para um enredo clássico.

Você provavelmente já leu uma história dessa tipo: personagem X faz uma coisa. Essa coisa, obviamente, tem consequências. Personagem X não gosta das consequências e descobre um item/ ação que faz com que ele volte ao passado e refaça suas ações. No final, porém, as consequências de voltar ao passado e mudar tudo são piores do que as originais.

É, Repeteco é basicamente isso, mas elementos novos trazem uma perspectiva diferente para essa nova história de Bryan Lee O’Malley (criador de Scott Pligrim vs. O Mundo).

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Crazy Ex Girlfriend: a influência da depressão no amor.

Se você já esteve apaixonado por alguém você provavelmente já fez alguma coisa levemente fora do normal. Talvez você tenha começado a beber cerveja, ou gostar de boxe ou, em um caso extremo, feito uma tatuagem (se você fez isso eu realmente espero que você não tenha se arrependido dela. Tipo, realmente espero, do fundo do meu coração). Mas você provavelmente não largou um emprego com um salário absurdamente alto e se mudou pro outro lado do país por um ex que você namorou aos 16.

Bem, Rebecca Bunch (Rachel Bloom), da série Crazy Ex-Girlfriend (criada pela própria Rachel), fez isso.

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