3 motivos para assistir Andi Mack, a nova série da Disney: de protagonistas asiáticas, drama familiar cativante à quebra de estereótipos

Como começar esse post a não ser falando que eu não sei o que dizer, apenas sentir?

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Hoje eu venho aqui falar um pouco sobre Andi Mack, da Disney Channel, e introduzir um pouco dessa série maravilhosa e promissora para vocês. Pode parecer um pouco estranho eu vir aqui indicar uma série da Disney, que certamente é voltada para um público mais jovem e tem uma linguagem diferente de séries da Netflix, Freeform, CW, Fox e tantas outras. Mas essa é uma série que vale a pena falar sobre, divulgar e faço com um sorriso no rosto e de coração aquecido.

Vamos começar dizendo que Andi Mack é uma série criada por Terry Minsky, o mesmo criador de Lizzie McGuire, a série pré adolescente que tinha Hilary Duff como protagonista. Lizzie McGuire fez um baita sucesso, tanto que teve até filme (já passou na ilustre Sessão da Tarde e no Corujão também). Mas esse post não é sobre ela.

Andi Mack é um spin-off de Lizzie McGuire, eles disseram. Mas a verdade é que Andi Mack tem vida e voz própria. A única coisa em comum que Andi tem com Lizzie é que ambas possuem o mesmo criador e ambas são séries teens de comédia com uma protagonista, de inicialmente, por volta dos 13 anos. Andi Mack, no entanto, está muito longe de ser uma continuação da série teen da menina loira de 13 anos e seus dramas adolescentes. Pois Andi é uma menina de 13 anos, de ascendência asiática, em uma família birracial e não convencional. É isso mesmo que você leu. O que significa que o elenco é bem diversificado e a série entrou para a lista das pequenas séries de famílias asiáticas-americanas que vem ganhando seu espaço (mesmo que ainda pequeno) na grande Hollywood (que ainda é muito branca, convenhamos).

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Boicote a Ghost in The Shell (A Vigilante do Amanhã): o whitewashing em sua forma mais descarada

Vamos direto ao ponto: o filme live action Ghost in The Shell ou A Vigilante do Amanhã (como foi traduzido aqui no Brasil), estrelado por Scarlett Johansson, estreou ontem (30/03) nos cinemas. Com todo o burburinho que a produção vem tendo desde quando foi anunciado que ScarJo protagonizaria um clássico do mangá e animação japonesa, você com certeza já deve ter ouvido falar do filme. Hoje venho falar os problemas da produção e porque não devemos apoiar este longa metragem e não devemos ir assisti-lo no cinema – isso implica que tem um público que aceita e está disposto a pagar para ver isso. Produções feitas e estreladas por pessoas diversas e não brancas é que devem ter o nosso apoio.

O motivo principal e mais óbvio do problema do live action é justamente uma atriz branca ter sido escalada para representar uma personagem asiática, de ascendência japonesa. Se você acompanha o Pavê há algum tempo, sabe muito bem o quanto valorizamos e falamos sobre representatividade e diversidade aqui. Sobre a importância da representatividade, temos um post completo feito pela Bia e sobre outro caso de whitewashing de asiáticos em Hollywood, temos o post sobre Death Note da Laura.

Afinal, sobre o que é essa história? Ghost in The Shell é um mangá criado por Masamune Shirow. Se passa numa realidade futurística não tão distante, em que as tecnologias estão avançadas a um nível que os seres humanos conseguem acessar informações com seus cyber-cérebros. A protagonista Major Motoko Kusanagi é líder da Seção 9, um esquadrão anti-terrorista responsável por combater o crime. A temática principal da história é o que significa ser humano, explorada de uma forma muito filosófica através, principalmente, da Major, que foi tão modificada que tudo de humano que lhe resta é como um fantasma (ghost), em um corpo robótico (o seu shell, concha em inglês).

Ghost in The Shell rendeu muitas adaptações, tanto longas metragens como séries e jogos. Uma das principais adaptações japonesas é o filme de 1995, dirigido por Mamoru Oshii e a versão que mais serviu como base para o longa de 2017. Outras versões são continuações em mangá e filme, como Ghost In The Shell 2: Man/Manchine Interface e Ghost In The Shell 2: The Age of Innocence (2004); e a famosa série Ghost In The Shell: Stand Alone Complex (2003).

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Descrição da Imagem: Ao lado esquerdo, Motoko Kusanagi no filme animado de 1995, de cabelo curto escuro e olhos azuis, com traços japoneses de animês, olhando para sua mão à sua frente. Do lado direito, Scarlett Johansson, mulher branca de pele pálida, cabelo curto e escuro de pontas azuladas, encarando o vazio na adaptação de 2017.

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