Grown-ish: sobre crescer e não ser perfeita

Séries sobre e para jovens é sempre algo que recebe bastante audiência, o que é compreensível vendo o quão interessante essas narrativas costumam ser. Atualmente, com a preocupação crescente de sempre se ter mais representatividade, temos visto muitas ótimas séries surgirem e hoje vamos falar um pouco sobre a mais recente delas, a maravilhosa série jovem Grown-ish.

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The Handmaid’s Tale: uma aula de opressões em nossa sociedade

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O texto de hoje acabou sendo a quase estreia dos posts do nosso amado Pavê Trevoso, sendo o primeiro após a postagem de apresentação. Entretanto, não trata de algo que convencionalmente poderíamos associar a essa época do Halloween, mas elaborei alguns bons motivos para que isso não seja um problema! Apesar de estar escrevendo sobre o tema por estar devendo esse texto para o blog há um tempo e porque não lido muito bem com as mídias convencionais “trevosas”, podemos considerar que a série abordada tem um certo clima de suspense e, principalmente, ela aborda algo que é pra por medo mais do que qualquer palhaço assassino: o patriarcado e suas consequências na vida de mulheres e outros grupos marginalizados. E é principalmente a partir dessa perspectiva que irei abordar a obra.

Já se escreveu bastante coisa sobre a série The Handmaid’s Tale e após a lavada de prêmios no Emmy 2017 (premiação voltada para programas de televisão) não há muitas dúvidas sobre a qualidade do seriado, que concorreu pela sua primeira temporada. A série foi baseada no livro O Conto de Aia (homônimo, em inglês), de Margaret Atwood e encomendada pelo serviço Hulu (uma espécie de Netflix). Mas para além da grande qualidade técnica, já bem reconhecida nas premiações, o que tanto de bom The Handmaid’s Tale tem a nos oferecer?

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3 motivos para assistir Andi Mack, a nova série da Disney: de protagonistas asiáticas, drama familiar cativante à quebra de estereótipos

Como começar esse post a não ser falando que eu não sei o que dizer, apenas sentir?

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Hoje eu venho aqui falar um pouco sobre Andi Mack, da Disney Channel, e introduzir um pouco dessa série maravilhosa e promissora para vocês. Pode parecer um pouco estranho eu vir aqui indicar uma série da Disney, que certamente é voltada para um público mais jovem e tem uma linguagem diferente de séries da Netflix, Freeform, CW, Fox e tantas outras. Mas essa é uma série que vale a pena falar sobre, divulgar e faço com um sorriso no rosto e de coração aquecido.

Vamos começar dizendo que Andi Mack é uma série criada por Terry Minsky, o mesmo criador de Lizzie McGuire, a série pré adolescente que tinha Hilary Duff como protagonista. Lizzie McGuire fez um baita sucesso, tanto que teve até filme (já passou na ilustre Sessão da Tarde e no Corujão também). Mas esse post não é sobre ela.

Andi Mack é um spin-off de Lizzie McGuire, eles disseram. Mas a verdade é que Andi Mack tem vida e voz própria. A única coisa em comum que Andi tem com Lizzie é que ambas possuem o mesmo criador e ambas são séries teens de comédia com uma protagonista, de inicialmente, por volta dos 13 anos. Andi Mack, no entanto, está muito longe de ser uma continuação da série teen da menina loira de 13 anos e seus dramas adolescentes. Pois Andi é uma menina de 13 anos, de ascendência asiática, em uma família birracial e não convencional. É isso mesmo que você leu. O que significa que o elenco é bem diversificado e a série entrou para a lista das pequenas séries de famílias asiáticas-americanas que vem ganhando seu espaço (mesmo que ainda pequeno) na grande Hollywood (que ainda é muito branca, convenhamos).

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5 motivos pra você parar de enrolar e assistir The Get Down

Você deve se lembrar do post sobre The Get Down que teve aqui no blog ano passado, em que a Bia contou um pouco da série e jogou umas problematizações bem interessantes.  Bem, essa série é maravilhosa e precisa de mais atenção, então achamos que um post só não era suficiente; por isso, agora que as duas primeiras partes de The Get Down estão disponíveis na Netflix, eu vim aqui hoje tentar convencer vocês que assistir a essa obra-prima é uma boa ideia.

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O espaço do cabelo natural da mulher negra na ficção

Representatividade. Pra vocês que já conhecem o Pavê há algum tempo já deve ter dado pra notar o quanto essa palavrinha aí é importante pra gente. É só apresentar algum filme, série, livro ou qualquer outra forma de ficção em que a representatividade está presente que a gente fica tudo alegrinho. Somos fáceis assim (ok, nem tanto). E é justamente sobre a representatividade de personagens cacheadas e crespas que eu vim falar aqui hoje. Tá pronto? Então vamos lá!

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[Descrição da imagem: 4 fotos de 4 atrizes negras com seus cabelos naturais. A primeira (Gugu Mbatha-Raw) olha para além da câmera com uma cara surpresa, tirada de um episódio de Black Mirror. A segunda (Jessica Sula) olha para além da câmera sorridente, tirada de um episódio de Recovery Road. A terceira (Sherri Saum) olha para o lado com um leve sorriso e olhar de preocupação, tirada de um episódio de The Fosters. A quarta (Kylie Bunburry) olha para o lado sorrindo, tirada de um episódio de Pitch.]

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As mulheres da família Alvarez vão te convencer a ver One Day At A Time

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Eu sou daquele tipo de pessoa que adora séries, mas tem bastante dificuldade (leia-se: preguiça) em acompanhá-las — especialmente aquelas de 40 minutos. Por isso, eu costumo ver mais comédias, que são mais curtinhas, leves e fáceis de assistir. As minhas favoritas atualmente são Brooklyn Nine Nine e Fresh off The Boat, mas como essas são séries que eu preciso baixar pra assistir e meu computador anda bem ruinzinho pra isso, ando dependendo muito da Netflix. E o mês de janeiro me trouxe uma série perfeita pra ver nas férias, daquelas que te fazem relaxar, rir muito e chorar um pouquinho (ou talvez muito, se você for trouxa como eu), mas de emoção e felicidade. Essa série é One Day At A Time, original da Netflix baseada na série homônima que foi ao ar nos Estados Unidos entre 1975 e 1984. Em comum com a série original, temos uma mãe solteira de dois filhos como protagonista. A versão da Netflix, no entanto, tem um diferencial: a família que acompanhamos tem origem cubana, e Penélope Alvarez (Justina Machado) tem a companhia não só dos filhos Elena (Isabella Gomez) e Alex (Marcel Ruiz), como também da mãe, Lydia Riera (Rita Moreno), e a presença dessas representantes de três gerações de mulheres latinas, uma das quais veio para os EUA como imigrante, é o que torna a sitcom tão especial.

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