O poder dos curtas e representatividade em animação com Os Herois de Sanjay

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Falamos muito sobre representatividade e diversidade na mídia com elenco de pessoas reais, mas e na animação? Talvez alguns estranhem eu falar disso aqui porque afinal olha só os últimos filmes que saíram, Moana, Zootopia, as princesas da Disney não brancas clássicas e as últimas mais novas, olha Festa no Céu e Kubo e as Cordas Mágicas! Festa no Céu é realmente bom e principalmente incrível e rico na produção cultural e visual, diferentemente do que eu acho de Kubo. Mas enfim, a questão é que temos mais filmes de animais – que nem sempre são bem executados, principalmente quando usam o comparativo de diversidade de animais com diversade de raça e etnia – do que de crianças e pessoas não brancas, lgbt+, com deficiência na tela dos grandes filmes de animação. Essa falta de representação se sente, principalmente com as crianças, em que se ver na tela pode mudar a percepção e a força que você tem em relação à si mesmo; assim como gerar empatia. E é visível que queremos sim, representatividade. Não è à toa que Estrelas Além do Tempo foi sucesso de bilheteria, que há milhares de meninas que puderam se ver na Moana e se sentirem representadas, que Mulher Maravilha quebrou recorde de faturamento porque queremos ver mais heroínas salvando o dia.

O número de protagonistas não brancos nos longas de animação não é muito grande. E eu ainda tenho a constante sensação de que é menor ainda do que em produções live-action, com pessoas atuando. A Disney tenta, mas nem sempre é feliz. Pocahontas é uma versão romantizada e completamente distorcida da história original. Temos A Princesa e o Sapo e apenas uma, uma protagonista negra entre milhares de protagonistas brancas da Disney. E é aquilo, quanto mais personagens e mais pontos de vista diferentes, mais chance de desenvolver diferentes vivências, personalidades, dar dimensão e realmente conseguir trazer diversidade com representação na tela. Apenas uma visão não é o suficiente, não basta apenas uma versão, queremos muitas histórias e mais personagens não brancos sendo o centro da narrativa, não apenas o personagem engraçadinho, o melhor amigo, o de participação especial.

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Pavê de Vó: a Importância do filme da Mulher Maravilha

Eu sempre gostei de super heróis. Não consigo lembrar de uma fase da minha vida que eu não sabia quem era o Batman, ou que seu maior inimigo era o Coringa, ou que o Superman havia voltado no tempo para salvar Lois Lane de um trágico acidente. Acho que como as princesas disney, fez tão parte da minha infância que não consigo distinguir uma época que não estavam presentes.

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#pracegover: poster da Mulher Maravilha segurando o Laço da Verdade.

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