Aprendendo a ser forte com crianças e foguetes: A beleza e inocência de Vejo você no espaço

vejo você no espaço

De vez em quando, gosto de pegar livros infantis pra ler e passar o tempo. É divertido poder voltar, pelo menos por um tempinho, lá pros dez, onze, doze anos e ver como as crianças dessa idade lidam com o mundo e com os seus mistérios. Eu sempre me surpreendo com o quanto a gente pode aprender com esses personagens e com Vejo você no espaço, do Jack Cheng (publicado aqui no Brasil pela Intrínseca), não foi diferente.

Peguei esse livro pra ler porque a capa era bonita e porque, de uns tempos pra cá, ando me interessando por ficção científica e astronomia e essas coisas todas (O último livro que eu li nessa linha foi justamente A longa viagem a um pequeno planeta hostil, da Becky Chambers, publicado aqui no Brasil pela Darkside – e até agora não consegui superar). E também porque parecia um livro infantil divertido com um protagonista não branco, descendente de filipinos.

Qual foi minha surpresa quando abri a primeira página e me deparei com um texto inteiro escrito em forma de gravação. Vejo você no espaço nada mais é do que a junção de todas as gravações que Alex Petroski, um garoto de 11 anos, faz em seu iPod de Ouro contando suas aventuras em um acampamento para fãs de astronomia e as consequências dessa viagem. Continuar lendo