Her Story: Mulheres trans contam suas próprias histórias e por que você deve ouvi-las

Bom, pra começo de conversa, esse post devia ter saído no mês de janeiro — pelo fato de janeiro ter sido o mês da visibilidade trans — então peço as mais sinceras desculpas. Mas precisamos falar sobre representatividade e pessoas trans todos os meses do ano. E, obviamente, por ser uma pessoa cis, não é meu lugar de fala. E é por isso que vim falar de Her Story. Porque a websérie conta a história de mulheres trans por mulheres trans. Mulheres que passam por isso, que fazem parte da nossa sociedade, mulheres que raramente vemos representadas na mídia e ainda mais quando não é um homem cisgênero fazendo o papel de uma mulher trans. E ainda melhor: são histórias de mulheres trans, contadas por mulheres trans. Mulheres que definitivamente sabem sobre o assunto e podem falar com autoridade sobre, vim transmitir um pouco da sensação maravilhosa que tive de aprender, me divertir e me sensibilizar com elas, de forma que você também possa ter a experiência de assistir Her Story e enxergar a história dessas incríveis mulheres. Além disso, a série foi indicada ao Emmy.

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[Descrição da Imagem: Uma montagem de oito fotos com pessoas da produção da série e a logo da série no meio da imagem. No canto superior esquerdo, quatro pessoas visualizam a filmagem no visor da câmera, sendo duas delas, Laura Zak e Angelica Ross.Ao lado direito dessa foto e no centro da imagem, uma selfie da atriz e produtora Jen Richards com Angelica Ross. Ao lado direito desta, uma mulher cantando, sendo uma personagem secundária da série. E a última imagem no canto superior direito é uma foto de Angelica Ross de rosa e Christian Ochoa, que interpreta o personagem James, interesse romântico de Paige. No canto inferior esquerdo, temos uma das mulheres da produção segurando uma das câmeras de filmagem. Ao lado direito desta, a imagem de Paige aparece em um visor de uma câmera. Ao lado direito desta, uma foto de Jen Richards com Gwen Locke, também trans, faz parte da equipe de gravação. Por último no canto inferior direito, uma foto das atrizes Laura Zak e Fawzia Mirza.]

Já sabia que a Jen Richards, que atua no papel de Violet, escreveu roteiro juntamente com Laura Zak, que interpreta a Allie, e também as duas foram produtoras da série. A Jen é ativista e sempre procura dar visibilidade para pessoas trans em seus discursos. Só ao saber disso eu já esperava um roteiro bem desenvolvido e construído, além de uma produção maravilhosa. Fiquei deslumbrada ao descobrir que chega a ser muito mais abrangente, não só a Jen como roteirista e atriz trans na produção, como ainda mais atrizes trans, mulheres trans como produtoras, diretoras, além da série ressaltar a história de pessoas trans dentro da comunidade lgbt e especificamente, da comunidade lésbica, temos atrizes lésbicas representando essas personagens também. Tudo feito com uma produção impecável e muito representativo. Representatividade. É essa a palavra. Dentro e fora da câmera. E ainda desenvolvida muito bem em todo o roteiro. Deve ser uma das séries mais bem executadas que eu já vi. E certamente uma das minhas favoritas da vida.

           Trailer da websérie Her Story, com legendas disponíveis em português

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Resenha: Boy Meets Girl

Aproveitando que hoje é o último dia de janeiro e que esse está sendo o mês da visibilidade trans, como a Laura já falou no post dela, decidi vir falar um pouquinho sobre um filme gracinha que merece um pouco mais de atenção. Gosta de representação e histórias que dão calor no coração? Então vem comigo e vamos falar mais sobre a comédia romântica Boy Meets Girl (2014).

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[Descrição da imagem: Duas mulheres, as personagens Ricky e Francesca, lado a lado, olhando para além da câmera. Ricky parece pensativa e Francesca tem uma expressão de confusão.]

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