Greenleaf: real demais para ser ignorada

No começo do ano, chegou à Netflix Brasil uma das séries mais polêmicas de 2016. Uma série produzida por ninguém menos que Oprah Winfrey e que aborda temas como pedofilia, corrupção, homossexualidade e religião. Porém, não vi muitas pessoas falando sobre ela.

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[Descrição da imagem: À frente, vemos duas garotas se olhando — Sophia e Zora, uma mulher (Mavis) as observa, enquanto um homem com vestes litúrgicas (Bispo James) está sentado numa cadeira imponente e segura a mão de uma mulher (Mae) que está em pé ao seu lado. Ao fundo, é possível ver um homem (Mac) olhando para o lado. De costas para a cena e encarando a câmera, encontra-se Grace.]

E é por isso que hoje, assim que terminar de ler esse texto, quero que você corra para a Netflix e assista a série Greenleaf, ela é real demais — e boa demais, pra ser ignorada.

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Deidra & Laney Assaltam Um Trem: uma sessão da tarde mas nem tanto

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O filme Deidra e Laney Assaltam Um Trem (dirigido por Sidney Freeland) chama atenção já de cara pelo seu título, no mínimo, inusitado. Você poderia esperar algo do tipo num típico filme “sessão da tarde”, mas no âmbito de filmes “independentes” que têm sido apresentados como originais Netflix na plataforma de streaming, acaba por se destacar.

A forma como a narrativa é estabelecida, em tom de comédia, e até mesmo a própria história simples bem que poderia encaixar esse filme facilmente numa sessão da tarde. No entanto, temos que o fato de evitar ou de subverter clichês já o diferencia. A situação apresentada é a de um momento caótico na vida de Deidra e Laney Tanner (respectivamente Ashleigh Murray e Rachel Crow, ambas estreantes em filme de maior destaque), quando a mãe das duas é presa por ter um momento de estresse que a leva a quebrar objetos da loja onde trabalha. Assim, ambas precisam lidar com as contas, o cuidado com o irmão mais novo Jet, a fiança e defesa da mãe, além de todos os problemas mais “comuns”, como a entrada na universidade e o mundo “selvagem” do ensino médio.
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Curtas WE ARE – Issa Rae Productions

Bom, hoje assim como no post do primeiro dia desse mês, eu trago 5 links de vídeos do Youtube maravilhosos, porém com uma proposta diferente. Já que sextou, que tal uma série de curtas para assistir?

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[Descrição da Imagem: sete mulheres (seis negras e uma latina) estão sentadas em cima de um tapete, no meio de um salão onde foi uma exposição de fotos e festa, e estão de braços extendidos brindando com copos de plástico vermelho, em tom de celebração e confraternização. Cena do curta We are – Everything, comentado no fim do post.]

Assim que assisti o primeiro curta da série WE ARE, me apaixonei instantaneamente. É produção de qualidade. É narrativa e roteiro trabalhados com tanta sutileza, presença, contemporaneidade e coração ao mesmo tempo. São histórias de milhares de mulheres negras – aquelas histórias que a gente não vê com frequência na TV – de cenas cotidianas sobre a vida, narrativas humanas, autênticas e muito reais.

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3 filmes com protagonistas jovens negros (+1 bônus!) pra assistir no mês da consciência negra

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Continuando os posts do mês da Consciência Negra, em que damos recomendações de autores, cineastas e artistas negros, hoje eu vim trazer dicas de filmes com protagonistas negros adolescentes / jovens adultos que de repente veem seus mundos mudarem em um piscar de olhos – seja encontrando os pais da namorada branca, dando de cara com alienígenas despencando do céu em um subúrbio de Londres ou ganhando poderes com os amigos em uma cratera suspeita.

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6 YAs de Autores Negros pra colocar no seu radar em 2018

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Nesse mês da Consciência negra, o Pavê está especialmente dedicado a recomendar mais autores negros e também mais cineastas e artistas negros. O post de hoje é para quem gosta de YA — e aqui vai nossas recomendações de livros para ficar de olho no ano que vem.

Sem mais delongas, vamos direto para a lista, que incluem autores de livros young adult nos gêneros mais diversos.

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Dia de domingo: uma história sobre descobertas

Quando tenho um post de palê para fazer sempre me bate uma dúvida e culpa terrível: nunca sei sobre o que escrever e também fico me sentindo mal por não estar lendo tantos livros — apesar de estar quase batendo a minha meta anual de leitura no Goodreads.

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[Descrição da imagem: Sob um fundo branco, é possível ver um Kindle que mostra uma tela que lê “Dia de Domingo. Olívia Pilar.”]

Com a correria do dia a dia vai ficando cada vez mais difícil ler, principalmente aqueles livros grandes, com mais de 300 páginas, que estão lotando as minhas estantes. Para não perder o hábito da leitura comecei a investir em contos; e hoje quero compartilhar a minha mais nova descoberta, um conto que em poucas páginas aqueceu o meu coração e me fez refletir bastante. O post de hoje é sobre Dia de domingo, de Olívia Pilar.

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